Assembleia do dia 26 é para barrar os projetos das maldades de Doria contra os docentes

É o começo da terceirização das responsabilidades da administração estadual com a educação pública, passando a responsabilidade para organizações sociais, que visam lucro, passando o dinheiro público para empresários da educação

(Foto: Reuters)
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Como era de se esperar, o governador de São Paulo, João Doria, enviou à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) projeto contra o desenvolvimento da carreira das professoras e professores do ensino oficial do estado e uma reforma da previdência que é praticamente cópia da “deforma da previdência” de Jair Bolsonaro.

Por isso, na terça-feira (26), estaremos na Assembleia Estadual com as professoras e professores com objetivo de barrar as maldades que o governador pretende fazer com nossa carreira, nossos salários e nossa aposentadoria.

Doria quer aumentar a alíquota que pagamos para a Previdência de 11% para 14%. São 3% a menos no seu salário e ainda só conseguiremos a totalidade dos benefícios se trabalharmos muito mais. Ele diz que manterá a aposentadoria especial para o magistério, mas não mostra como. Em relação às servidoras e servidores ele pretende impor idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 aos para homens, o que acarreta até 10 anos a mais de trabalho para tentar atingir os 100% dos benefícios.

Sobre o que o governador chama de “nova carreira” há a promessa de aumentar os salários em 54%. Alguém pode acreditar? Se ele esse recusa a pagar o reajuste de 10,15%, que se arrasta no Supremo Tribunal Federal porque o governo paulista se recusa a dialogar e a reajustar os salários dos docentes.

O problema reside que esses 54% não entrariam como salário, mas como benefícios e como tais podem ser cortados a qualquer momento, além do que o governo afirma que realizará provas para apenas alguns terem esses benefícios.

É o começo da terceirização das responsabilidades da administração estadual com a educação pública, passando a responsabilidade para organizações sociais, que visam lucro, passando o dinheiro público para empresários da educação. Justamente para posteriormente entregar-lhes de mão beijada privatizando nossas escolas.

A Assembleia da terça-feira é um passo essencial para mostrarmos nossa disposição de luta com objetivo de impedir mais esse retrocesso. Nossa luta por ampliação de nossos direitos deve ser nossa bandeira permanente. Nossa Assembleia acontece às 14h na rua Mario Kozel, Ibirapuera, capital paulista.

Para se ter uma ideia na importância de nossa resistência, o deputado estadual Frederico D´Ávila (PSL) agendou uma homenagem ao tirano sanguinário Augusto Pinochet, na Alesp. Para aumentar o disparate, o deputado marcou a indevida homenagem para o dia 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Pinochet foi ditador no Chile de 1973 a 1990. Seu governo assassinou mais de 3 mil oposicionistas, sendo que ainda há mais de mil desaparecidos. Pelo bom senso, o presidente da Alesp, Caue Macris (PSDB diz que vai vetar a homenagem ao sanguinário ditador.

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