Ataque à democracia em 3...2...1...

Será o golpe mais previsto da história, sem bombas nas ruas, mas com um grande acordão novamente

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(Foto: ABr)


Bolsonaro sempre quis ser o sucedâneo de Trump. Sempre tenta ser de modo razoável, porém uma “saison” de mau gosto. O primeiro pronunciamento do presidente americano, já foi o ataque às eleições daquele ano. Em sua posse, já falava sobre que acreditava que a Rússia estava por trás dos ataques hackers ao Partido Democrata durante a campanha eleitoral de Hillary Clinton. O discurso sobre segurança das eleições perdurou durante todo o mandato, com intuito de passar um tempo enfraquecendo o sistema eleitoral. Como sabemos que uma política fascista não se sustenta em longo prazo, era necessária uma estratégia para garantir de forma ilícita, a eleição seguinte. 

Hitler sempre dizia que: “As grandes massas cairão mais facilmente numa grande mentira do que numa mentirinha”. Logo, bater na mesma tecla, para um público fiel, se torna uma verdade, mesmo não sendo. É uma autoproteção que muitas vezes, o falseamento da realidade, para parecer melhor, é um processo de adoecimento psíquico e uma estratégia de manobra das massas. No fim, a guerra foi instalada, pedido de recontagem, tentativas de fraudes em alguns estados e o fim patético e perigoso da invasão de aliados ao congresso americano.

Assim como o original americano, Bolsonaro tenta fazer o mesmo. Ataca o STF e recua. Ataca as urnas e recua. E foi esse viés de todo seu mandato. O golpe toma forma com o trabalho das milícias digitais plantando ao longo de 4 anos sua tese de insegurança. O TSE teve que provar diversas vezes a segurança irrefutável das urnas eletrônicas e recentemente responderam que rejeita as sugestões das Forças Armadas suas propostas para as eleições. E o que foram as sugestões? De acordo com o Ministro Fachin, tudo não passou apenas de opiniões. Nada técnico, com problemas de cálculos equivocados. Bolsonaro utiliza as Forças Armadas para tumultuar as eleições como pode, mas as próprias Forças Armadas não são um poder moderador. Elas devem obedecem aos três poderes. Errado está mesmo o TSE respondendo às Forças Armadas, como ser elas fossem um poder fiscalizador.

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Os mesmos militares que deixaram passar uma mala com 39 quilos de cocaína em comitiva presidencial são os mesmos que não confiam nas urnas eletrônicas, de acordo com a Polícia Federal. E esse mesmo grupo pretende achincalhar de toda forma a eleição até dia dois de outubro e no resultado dela. Como nas eleições de Collor e Fernando Henrique Cardoso, haverá algum fato de impacto ou um fato plantado digitalmente por alguma empresa contratada pelo TSE para ajudar na segurança e causar comoção geral.

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Em um país sério e democrático, isso seria tratado como um crime grave as instituições e as providências óbvias seriam os procuradores do Ministério Público Federal atuarem de forma firme e que esse golpe premeditado não possa ser levado adiante desde o primeiro dia do mandato de Bolsonaro. Mas, o número de processos de impeachment travados pela câmara, através do presidente da casa, Arthur Lira, amigo e protetor do mesmo, aparelhando cada vez mais a blindagem do palácio do planalto. Com isso, temos um presidente preparando o terreno para o pior por vir. Steve Bannon, estrategista de Trump, amigo da família Bolsonaro, tem atacado instituições brasileiras desde então e suas ações estão ligadas a eleições desse ano. Tudo está desenhado e delimitado. Os erros de Trump, não serão repetidos por aqui.

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Será o golpe mais previsto da história, sem bombas nas ruas, mas com um grande acordão novamente, para garantir toda corrupção, privilégios, negócios militares e tudo que levou o Brasil novamente ao mapa da fome. Apertem os cintos, pois será quatro meses de muita confusão, cortina de fumaça e guerra cibernética, sem direito a pipoca, poeque o preço da pipoca está nas alturas.

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