Até quando vamos passar o pano para o terror bestial de Bolsonaro?

Diante de tudo isso, ainda temos uma imprensa lacaia, que passa o pano de posse da habitual subserviência cara aos moralistas sem moral; eles minimizam todo e qualquer escândalo desta bestialidade política parida por eles mesmos; mas a hora da verdade chega cada vez mais insinuante, contra todos os prognósticos; quem vai abaixar a cabeça diante de tudo isso?

Bolsonaro é a vingança da história contra os antipetistas semiletrados que levaram o Brasil ao suicídio. 

Porque ele envergonha, porque ele é risível, porque restaura o verdadeiro sentido de ignorância. 

Se tivéssemos apenas mais um tucano incompetente ou um general genocida no poder, as trevas poderiam durar uma década. 

Mas como essa aberração semi-humana, a própria inércia pode nos devolver alguma cifra de democracia antes da hora prevista pelos menos céticos. 

A maldade e a pulsão de morte estão em todo lugar. Mas o bom senso e o instinto de sobrevivência também. 

Bolsonaro é a nossa maior lição. Ele representa o maior inimigo que o Brasil já teve. 

Se derrotarmos Bolsonaro, há o risco real de reconquistarmos a soberania - e desta vez, em bases mais sólidas (porque originárias do trauma e da vergonha). 

Nós, deste lado da história que eles desconhecem e negam -  porque admitem as respectivas preguiças leitoras e descompromissos consigo próprios -, somos maioria esmagadora neste momento. 

Temos três gatos pingados de generais genocidas que emitem opiniões escandalosamente partidarizadas e - pasmem - temos gente que os ainda levam a sério. 

São pulhas, canalhas, vermes, destroçados agora com 39 quilos de cocaína debaixo dos próprios narizes. 

Militares dignos e vocacionados devem estar imersos no silêncio da vergonha em se verem obrigados a assistir a desmoralização inédita das Forças Armadas, associadas a um governo racista, fascista, miliciano, corrupto, traficante, recalcado e, acima de tudo, risível. 

Um governo que tem um ministro da justiça destroçado - por um jornalista americano que não se vende a quaisquer dinheiros - e que ainda pensa que é alguma autoridade. 

Porque uma coisa é estar no governo. Outra bem diferente é governar. 

Diante de tudo isso, ainda temos uma imprensa lacaia, que passa o pano de posse da habitual subserviência cara aos moralistas sem moral. 

Eles minimizam todo e qualquer escândalo desta bestialidade política parida por eles mesmos. 

Mas a hora da verdade chega cada vez mais insinuante, contra todos os prognósticos. 

Quem vai abaixar a cabeça diante de tudo isso?

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