Atentado à Cut Ceará - um "assalto" muito suspeito

O "assalto", realizado por seis homens fortemente armados, à CUT Ceará, nesta quinta-feira, 20 de julho de 2017, coincidentemente dia do ato em solidariedade ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e contra o governo golpista de Michel Temer, nem de longe é um simples assalto. Foi uma ação direcionada contra a entidade, seus dirigentes e o movimento da Frente Brasil Popular para desestabilizar a resistência contra o golpismo, o ódio reacionário da direita e a criminalização dos movimentos sociais

O "assalto", realizado por seis homens fortemente armados, à CUT Ceará, nesta quinta-feira, 20 de julho de 2017, coincidentemente dia do ato em solidariedade ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e contra o governo golpista de Michel Temer, nem de longe é um simples assalto. Foi uma ação direcionada contra a entidade, seus dirigentes e o movimento da Frente Brasil Popular para desestabilizar a resistência contra o golpismo, o ódio reacionário da direita e a criminalização dos movimentos sociais
O "assalto", realizado por seis homens fortemente armados, à CUT Ceará, nesta quinta-feira, 20 de julho de 2017, coincidentemente dia do ato em solidariedade ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e contra o governo golpista de Michel Temer, nem de longe é um simples assalto. Foi uma ação direcionada contra a entidade, seus dirigentes e o movimento da Frente Brasil Popular para desestabilizar a resistência contra o golpismo, o ódio reacionário da direita e a criminalização dos movimentos sociais (Foto: Paulinho Oliveira)

Nesta quinta-feira, 20 de julho de 2017, a CUT Ceará, localizada no centro de Fortaleza, foi invadida por seis homens fortemente armados que roubaram notebooks, talões de cheque, dinheiro, celulares e objetos de valor de funcionários, dirigentes e militantes que ali se encontravam em reunião operativa da Frente Brasil Popular, preparatória para o ato que ocorreria no mesmo dia, a partir das 16 horas, na Praça da Bandeira, em solidariedade ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e contra o governo golpista de Michel Temer.

Segundo relata matéria do Brasil 247, os bandidos, ao entrarem na CUT, perguntaram pelo presidente da entidade, Wil Pereira, e pelo seu tesoureiro. Na ação criminosa, não se furtaram em quebrar as câmeras de vigilância, agredir fisicamente os presentes e praticar violência psicológica contra as mulheres, que foram separadas dos homens. Todos foram feitos reféns pelos bandidos durante a ação delitiva.

O crime aconteceu justamente no dia marcado para o ato em solidariedade a Lula, que fora condenado injustamente pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão, sem qualquer prova nos autos contra ele. Atos similares ocorrerão em todo o Brasil.

Sucede que, também nesta quinta-feira, 20 de julho de 2017, um dos mais notórios membros da chamada Força-Tarefa Lava-Jato, o procurador da República Deltan Dallagnol (aquele do "power point" contra Lula), estará dando palestra em Fortaleza, no auditório da Federação das Indústrias do Estado - FIEC.

Do exposto, surgem hipóteses e indagações interessantes:

1) A ação dos criminosos contra a CUT não parece ter sido um assalto normal. No instante do crime, havia, como já dito, uma reunião da Frente Brasil Popular. Ou seja, no estacionamento da CUT, muitos carros estavam estacionados, mas nenhum deles foi roubado - se os criminosos o quisessem, teriam feito, pelo menos com um deles. Porém, chegaram perguntando pelo presidente e pelo tesoureiro da entidade, o que, por si só, já denota uma ação direcionada contra a CUT.

2) Os ladrões roubaram, principalmente, notebooks, que, como se sabe, são equipamentos que armazenam informações importantes e, até, sigilosas da contabilidade da CUT e das atividades sindicais de seus dirigentes, bem como dos sindicatos a ela filiados. Danificaram as instalações e roubaram as câmeras, a fim de que não houvesse registro da ação criminosa. Se roubaram as câmeras, é porque sabiam que elas existiam.

3) Frize-se que foram seis bandidos fortemente armados. Uma quadrilha desse naipe não assaltaria sequer um banco à luz do dia, pelo menos da maneira como agiram, entrando todos de uma vez no prédio. Além disso, nem mesmo um único bandido isolado assaltaria uma agência bancária ou uma lotérica de graça, quanto mais uma quadrilha fortemente armada com seis indivíduos. Um simples crime de pistolagem, segundo matéria do Diário do Grande ABC de 2001, saía por 500 reais a cabeça. Quanto teria custado o "assalto" à CUT e o roubo de seus equipamentos? Quem teria financiado a ação criminosa? Não seriam os mesmos que têm condição de pagar Deltan Dallagnol para dar palestra em Fortaleza?

4) Como os bandidos sabiam que haveria uma reunião operativa da Frente Brasil Popular preparatória para o ato da Praça da Bandeira, se a informação da operativa é normalmente alcançada apenas por aqueles que fazem o movimento? Considerando absolutamente improvável - para não dizer impossível - que os militantes da Frente Brasil Popular tenham atuado contra si mesmos, "forjando" o atentado, só se pode concluir que este foi arquitetado e executado por inimigos do movimento sindical. Quem são? Seriam os mesmos que, há quase dois anos, jogaram uma bomba no Instituto Lula em São Paulo - crime, aliás, que ainda não foi devidamente apurado pela polícia?

Não há como negar: o que aconteceu na CUT nem de longe é um simples assalto. Foi uma ação direcionada contra a entidade, seus dirigentes e o movimento da Frente Brasil Popular para desestabilizar a resistência contra o golpismo, o ódio reacionário da direita e a criminalização dos movimentos sociais. Quem o arquitetou certamente tem muito dinheiro para pagar os bandidos, assim como para pagar a bomba que jogaram no Instituto Lula em São Paulo.

Aquele crime, ocorrido em 31 de julho de 2015, ainda não foi apurado, e seus autores continuam livres, soltos. Como solto está o ódio à esquerda, aos sindicatos e ao PT.

Que esse crime de 20 de julho de 2017 seja devidamente apurado, os bandidos presos e condenados, e que sejam descobertos seus autores intelectuais e revelados ao público. Queremos saber quem está por trás dessa onda de ataques à resistência contra o golpe.

E aviso: todos passarão, bandidos, mafiosos, golpistas. Mas a resistência NÃO PASSARÁ!

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