Atentado dos EUA provoca perigosa escalada

"É preciso reforçar a mobilização pela paz em todo o mundo para exigir a retirada das tropas e a eliminação das bases militares estadunidenses, e o fim das suas provocações, agressões, ingerência e violação da soberania das nações"

Iranianos marcham em homenagem ao general Soleimani
Iranianos marcham em homenagem ao general Soleimani (Foto: Reuters)

Em completo rechaço à política imperialista que coloca a humanidade à beira da catástrofe, com constantes ações e ameaças beligerantes, o movimento da paz internacional já se manifestou repudiando mais um crime hediondo do governo estadunidense, cometido a mando do presidente Donald Trump. 

A agressão contra o Iraque na quinta-feira (2) matou oficiais iraquianos e iranianos, tendo como alvo o general da Força Al-Quds da Guarda Revolucionária do Irã, Qassem Soleimani, vítima do atentado terrorista com que os EUA mais uma vez buscam impor a guerra.

Ao expressar nossas condolências à liderança e aos povos do Irã e do Iraque e manifestar nossa solidariedade à sua resistência anti-imperialista, é preciso denunciar que a invasão do Iraque pelos Estados Unidos há 17 anos continua devastando o país, desestabilizando a região e servindo à guerra indireta estadunidense contra potências regionais como o Irã, cujo papel os EUA buscam aplastar a qualquer custo. Já neste domingo (5), como não podia deixar de ser, o Parlamento iraquiano, de forma alvissareira, aprovou resolução pela expulsão das tropas dos EUA, no país desde a invasão de 2003.

Através das criminosas sanções contra o Irã, a agressão contra a Síria, a guerra contra o Iraque, o patrocínio da guerra contra o Iêmen encabeçada pela Arábia Saudita e a criação dos grupos mercenários e terroristas, que causam imenso sofrimento aos povos do Oriente Médio, os Estados Unidos cometem impunemente gravíssimas violações do direito internacional que deveriam reger a relação entre nações soberanas. Mais uma vez, nos encontramos diante da ameaça iminente de uma guerra generalizada e de consequências imprevisíveis, cujas primeiras vítimas serão os povos dos países onde a confrontação poderá ser travada.

Ainda, é preciso rejeitar a hipocrisia dos líderes do Partido Democrata que criticaram a ação de Trump meramente porque o presidente não consultou o Congresso antes de ordenar o assassinato do general Soleimani. A ação é em si um crime tanto pelo seu resultado quanto pelo método e a natureza, e já foi também levada a cabo pelos próprios Democratas num governo sob a liderança do “Prêmio Nobel da Paz” Barack Obama, recordista no uso de drones para o mal-chamado “assassinato seletivo”, em operações que vitimam até mesmo famílias inocentes. A máquina imperialista está imbricada no regime estadunidense através do massivo complexo industrial militar, que impõe a guerra aos povos para garantir lucros e o controle de rotas e recursos estratégicos e esferas de influência pelos Estados Unidos, com sua estratégia de dominação completa.

Por isso, neste novo episódio, o Conselho Mundial da Paz e suas entidades membras em diversos países, inclusive o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), já manifestaram a denúncia à guerra dos EUA contra os povos do Oriente Médio, que tanta morte e destruição já causou, direta ou indiretamente, no Iraque, no Afeganistão, na Síria, no Iêmen, na Palestina, no Irã e além.

Nos Estados Unidos, o Conselho da Paz  integra a valente mobilização nacional contra a ação agressiva do seu governo, exigindo o retorno das suas tropas destacadas no Iraque e opondo-se à guerra contra o Irã.

Assim, é preciso reforçar a mobilização pela paz em todo o mundo para exigir a retirada das tropas e a eliminação das bases militares estadunidenses, e o fim das suas provocações, agressões, ingerência e violação da soberania das nações como política normalizada pelos EUA e seus aliados na OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e na região.

É passada a hora de acabar com a impunidade dos líderes por trás da maquinaria imperialista de terror, de guerra, destruição e morte, pela paz, a solidariedade entre os povos e o respeito à soberania das nações.

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