Atua (L) mente

Uma onda conservadora política e moral vem ganhando espaço e força em âmbito mundial. E isso, historicamente falando, é quase que normal, já que a organização e a disciplina só podem vir, então, de um lado da moeda, esse mesmo lado conservador

Uma onda conservadora política e moral vem ganhando espaço e força em âmbito mundial. E isso, historicamente falando, é quase que normal, já que a organização e a disciplina só podem vir, então, de um lado da moeda, esse mesmo lado conservador.

No Brasil, o social não é respeitado. Nunca foi. Nem com os "comunistas" da década de 60 – Jânio e Jango – nem com FHC (o liberal professor do real), Lula - o operário, Dilma, a incapaz, e Temer, o golpista... Repare que todos os nomes citados aqui são reflexos de "heróis" nacionais que esperamos ter e isso já está intrínseco nas almas empobrecidas do povo brasileiro e quando digo povo, quero dizer quem paga a conta.

Os tempos de crise nos trazem memórias assustadoras (pelo menos pra mim, um historiador em formação). Ainda mais com Trump no poder. Já pensou se o dólar volta a ser gangorra de banqueiro?

Com a crise sentimos a necessidade de um salvador da pátria. O cara que salvará toda a nação de suas atrocidades e anomalias geradas por um povo ignorante e fajuto. E quem ganha com isso? Os conservadores (nem entrarei no mérito de direita ou esquerda), - a grande mídia - que sabem usar as palavras e gestos como manipulação, achando que a saída é somente com o apogeu de um líder feroz, respeitado, admirado, disciplinado, honroso e, claro, homem.

Na Europa vê-se um avanço do conservadorismo em todos os âmbitos da sociedade. Os regimes totalitários buscam sua aprovação novamente. A França isso acontece com Marie Le Pen, na Alemanha o neonazismo começa a aparecer sorrateiramente nos corações dos jovens, (como a ditadura civil-militar aqui no país verde e amarelo). Na América Latina isso se repete com os governos brasileiros, argentinos, chilenos e venezuelanos. Nos EUA - com o cargo mais importante do planeta - isso se repete.

A crise é boa para aqueles que sabem usar dela para se fortalecerem.

Hitler, Mussolini, Vargas, Perón, Pinochet.

A história nunca se repete, mas segue padrões.

E é importante dizer que... todos eles foram eleitos.

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