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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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Biden ainda não ganhou; Trump ainda não perdeu

Ainda não é possível afirmar, com certeza, quem ganhou a eleição

Trump e Biden participam do último debate presidencial destas eleições. 22/10/2020 (Foto: Morry Gash/Pool via REUTERS)

Apesar de o placar apontar, neste momento - 18h de quinta-feira, 5 de novembro - vantagem de Biden sobre Trump por 253 votos eleitorais contra 213, o que significa que para o democrata faltam 17 votos e para o republicano, 57, para vencer, ainda não é possível afirmar, com certeza, quem ganhou a eleição.

Há 72 votos em disputa, divididos em seis estados, cinco dos quais estão indefinidos: 20 na Pensilvânia, onde Trump tem vantagem de mais de 100 mil votos, mas Biden diminui a diferença dramaticamente nas últimas horas; 16 na Geórgia, onde Trump tem 13 mil votos a mais, cada vez mais ameaçado por Biden; 15 na Carolina do Norte, onde Trump tem 76 mil votos a mais; 11 no Arizona, onde Biden lidera com 68 mil votos a mais e 6 em Nevada, onde Biden ainda tem 11 mil votos à frente, mas Trump cresce. Os três votos do Alasca estão no papo de Trump.

Em resumo, Trump lidera em quatro dos seis estados, com relativa folga em três e aperto num deles e Biden em apenas dois, um com folga, outro com aperto.

Não basta para Trump ganhar nos estados onde lidera; somaria 54 votos, três a menos do necessário. Teria que ganhar também em Nevada.

Para Biden, ganhar em Arizona e em Nevada será suficiente para vencer.

Na manhã seguinte ao dia da eleição parecia que Trump ia ganhar.

No fim desse mesmo dia, parecia que Biden ia ganhar.

Hoje, só dá para dizer que Biden ainda não ganhou e Trump ainda não perdeu.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.