Biden quer guerra contra Putin porque rublo lastreado em ouro destrói dólar sem lastro algum

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Joe Biden e Vladimir Putin (Foto: Reuters)


O nacionalismo russo deu um golpe violento de judô no imperialismo caquético de Biden; o presidente russo mudou o conceito de moeda e sua sustentabilidade crítica em meio à guerra; mostrou que a vulnerabilidade maior hoje é da moeda imperial sem lastro – o lastro dela é a riqueza roubada das colônias – e não a moeda lastreada em riqueza real; Putin quebrou a espinha da moeda americana e a transformou em ativo insustentável, sobretudo, vulnerável; as bases do dólar que são as dívidas dos governos emissores de moeda falsa, expressa em dívida pública, no cenário da financeirização global – estão abaladas e o mercado está desconfiado de que pode de repente pintar estouro da bolha especulativa; seria o novo golpe; as dívidas deixariam de ser pagas; é por isso que Putin quer receber em rublos e não mais em dólar; é um tapa na cara do Império, que não vai deixar barato; aumenta propensão imperialista a favor da guerra; no fio da navalha, já não conseguindo se sustentar o império tem que radicalizar guerra como fator econômico fundamental do imperialismo; a opção pela guerra é a supremacia do domínio financeiro especulativo e a extração de riqueza financeira dos mais pobres pelos mais ricos por meio da guerra e da taxa de juros mais e mais alta, dado o risco da conjuntura abalada pela guerra.

Ucrânia vira base de guerra da Otan para atacar Rússia

A opção de Biden e do ocidente pela guerra ficou explícita durante a  semana; as declarações de todas as instâncias internacionais do ocidente viraram pregação pela guerra; a OTAN confirma que quer a guerra e manda mais e mais dinheiro para a Ucrânia, base de operação da OTAN nessa nova fase do conflito que se transforma em ensaio de guerra mundial; Ucrânia nova base de guerra da Otan para atacar a Rússia; Otan e EUA priorizam destruição da Rússia porque ela descobriu como valorizar sua moeda e colocar de joelhos o dólar, tendo nessa tarefa apoio decisivo da China; certamente a Rússia diplomaticamente perdeu para o ocidente na  semana com o obscurecimento total da narrativa sob os supostos massacres Bucha; a mídia ocidental e até parte da mídia russa perderam o combate das ideias ao renunciarem à discussão essencial, ou seja, a estratégia vitoriosa de Putin de abalar as resistências da moeda americana frente à moeda russa.

Controvérsias inconciliáveis

Justamente para desviar a atenção mundial para assunto controverso pintou o "massacre" de Bucha"; os retirantes russos, vitoriosos e não derrotados, teriam matado mais de 400 pessoas, deixando expostos seus corpos; os choques de opiniões na própria mídia americana comandada pelo Pentágono reconhecem que carregou na mão; a mídia do ocidente manchetou assunto sem prova, mas cheio de suposições e conseguiu esconder fragorosa derrota monetária do ocidente para Putin. O assunto está cercado de tantas controvérsias e armadilhas que se tornou impossível extrair qualquer posição técnica e política sensata; pela primeira vez depois decretar retirada de tropas dada superioridade das forças russas diante das ucranianas, soldados vitoriosos comemorariam vitória ampliando deliberadamente número de mortes; absurdo. O absurdo serviu para Biden e seus aliados criarem fato político fantasioso para esconder a realidade; não poderia vencer jamais a narrativa verdadeira do fato mais terrível para as forças do ocidente: possível colapso financeiro global da moeda do império, o dólar.

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Moeda arma de guerra

Putin perde guerra midiática comandada pelo Pentágono; ganha, no entanto, o fundamental, a guerra econômica; nacionalizou a moeda e a transformou em instrumento de valor que se valoriza; mais: transformou-a em arma de guerra; qualitativamente, o rublo vira moeda forte, preferida pelo mercado, por representar lastro real; nada pior para o dólar nesse novo contexto que transforma moeda americana em fator de desconfiança generalizada. Pragmaticamente, Putin ganhou a guerra, porque impõe novo padrão monetário; fragilizou o padrão-dólar, por falta de sustentação, e obtém poder relativo maior o nacionalismo de Putin diante do capitalismo financeiro especulativo americano.

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Putin vira moeda forte

Putin mostrou sua força impressionante no campo geopolítico e relativiza as derrotas que está acumulando na ONU por força da pressão de Biden em tentar destruir – sem ainda conseguir – a Rússia que dispõe de armas, alimentos, energia – petróleo e gás – e minerais sem os quais o capitalismo global entra em colapso; o titular do Kremlin vira na guerra moeda forte; confirma pregação de Colbert, ministro das finanças  de Luís  14, o Rei Sol: a moeda é  o nervo vital da guerra; padrão-dólar deixa de ser moeda hegemônica, transforma-se em moeda vulnerável especialmente em tempo de guerra; papel do tesouro americano deixa de ser valor absoluto e passa a ser valor absolutamente instável e relativo; melhor jogar no rublo já pensa o mercado financeiro global que não tem pátria; moeda russa passou a se valorizar e o dólar a se desvalorizar; a razão do dinheiro escala as prioridade do capital; valorizou-se diante das sanções com as armas do nacionalismo de Putin; o imperialismo está saindo todo escalavrado.

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Guerra é solução para Tio Sam

Sem dispor mais da supremacia absoluta da riqueza especulativa, o capitalismo financeiro busca se sustentar na guerra. Continuará valendo até quando o recado de Keynes a Roosevelt em 1936 para os Estados Unidos sair da crise de 1929? “Penso ser incompatível com a democracia capitalista que o governo eleve seus gastos na escala necessária capaz de fazer valer a minha tese – a do pleno emprego –, salvo em condições de guerra; se os Estados Unidos se INSENSIBLIZAREM para preparação das armas, aprenderão a conhecer sua força.”(Keynes); o Estado Industrial Militar Norte-americano, porém, não possui mais a supremacia absoluta; a Rússia está mostrando que pode enfrentar o Império e dobrá-lo, com ajuda da maior economia do mundo: a China, sua parceira essencial. O Império se encontra na sua hora mais dramática, diante do seu maior desafio: dividir o poder.

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