‘Boazinhas’ e ‘puras’, as nossas elites agora querem tirar Bolsonaro; o povo dará o troco nas eleições

"Elas sabem que não têm força política, eleitoral e moral para enfrentar a esquerda nas eleições de 2022 dada a liderança popular de Lula. Assim, mais uma vez, se mexem para atuar de maneira sorrateira na política, como sempre fizeram", escreve o colunista Vivaldo Barbosa

(Foto: Divulgação / Paulo Pinto (Agência Senado))
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Por Vivaldo Barbosa 

As esquerdas estão embarcando em dois projetos do conservadorismo.

Um é tirar Bolsonaro já, pelas mãos de representantes das elites, antes que o povo o faça no ano que vem, por meio de eleições.

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O outro, não admitir a impressão do voto na urna eletrônica para que seja possível recontar e conferir o resultado das eleições.

Esses dois projetos são a expressão dos interesses das elites brasileiras.

Elas sabem que não têm força política, eleitoral e moral para enfrentar a esquerda nas eleições de 2022 dada a liderança popular de Lula.

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Assim, mais uma vez, se mexem para atuar de maneira sorrateira na política, como sempre fizeram.

No momento, querem promover a retirada de Bolsonaro pelas mãos dos seus representantes.

E, com isso, parecerem puros, bonzinhos, apagando tudo o que fizeram de maléfico para colocar Bolsonaro no Palácio do Planalto: o golpe contra Dilma, os processos contra Lula e sua retirada das eleições.

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Sabem que com Bolsonaro não conseguem mais essa façanha.

Bolsonaro já aprontou tanto que a grande maioria não o quer mais presidente da República.

Consequentemente, precisam com urgência de algum artifício que lhes dê legitimidade e oportunidade para preparar outra solução, enganadora (como sempre!), visando enfrentar as forças populares.

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Mas quem confia, de fato, na força do povo para fazer justiça, assegurar direitos para nossa gente e exercer o domínio sobre nossas riquezas pela soberania, sabe muito bem que isso só se conquista com eleições.

Daí, a devoção de todos pelo respeito à investidura popular pela República.

As manifestações com o povo nas ruas são sempre necessárias à democracia.

Significam mobilização política indispensável à construção dos projetos populares.

Mas bem sabemos que nem sempre produzem as transformações.

No mundo, nos últimos tempos, as grandes manifestações não geraram mudanças.

As eleições, sim, podem gerar transformações, pois nas eleições o povo escolhe suas lideranças e delega a elas os instrumentos e o poder de mudar.

A outra questão é a resistência à adoção da impressão do voto agregada às urnas eletrônicas.

Adotar apenas a urna eletrônica significa manter todo o poder de indicar os eleitos nas mãos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), comandado por gente de perfil político conservador.

Além do mais, tudo é operado por técnicos desconhecidos, sem responsabilidade pública, que ficam de posse do software definidor das eleições.

No mundo atual, sabemos de diversos casos de interferência eletrônica, dos ataques cibernéticos.

Na República Velha, nas chamadas eleições a bico de pena, o voto não importava, pois as atas é que definiam os vencedores.

Se alguém reclamasse, eles mostravam as atas que apontavam quantos votos cada um havia obtido.

Agora, se alguém quer saber o que aconteceu, mostram uma fita de papel dizendo quantos votos cada um obteve. O voto não existe, desaparece, assim como desapareciam na República Velha.

Alegam que ninguém nunca provou fraude no atual sistema.

Simplesmente não há como fazê-lo, pois o voto não existe, não é possível recontagem.

Argumentam que com voto impresso passaria a haver enxurrada de pedidos de recontagem.

Mas quem mandaria recontar é o Juiz e ele somente o faria se houvesse pedido plausível, justificado.

Só quatro países no mundo não adotam o sistema vigente no Brasil.

Parece que, aqui, alguns ficam contra só porque Bolsonaro está pedindo a impressão do voto junto à urna eletrônica.

O bom senso aponta que esse deveria ser motivo a favor, para não termos Bolsonaro perturbando o novo governo popular.

Vejam que Trump só se calou depois que foram recontados os votos de quatro Estados que confirmaram sua derrota.

De qualquer forma, Bolsonaro e os representantes das nossas elites podem fazer as armações que quiserem, à vontade.

Nada adiantará contra a força da política que tudo está arrastando.

Lula tem plena consciência do momento atual e do seu dever de liderar a nação.

Ele está articulando, os caminhos se abrindo e o povo derrotará o conservadorismo, como o fez sempre que não foi golpeado.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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