Bolhas das feridas do governo Bolsonaro exalam mau cheiro

"Todas as estruturas e instituições do Estado brasileiro, não apenas as do governo, estavam dominadas", recorda Hildegard Angel

Jair Bolsonaro e Abin
Jair Bolsonaro e Abin (Foto: Marcos Correa/PR | Reprodução)


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Lembram do aviso do Gustavo Bebbiano, no programa Roda Viva, sobre a "Abin paralela"? Não demorou muito, ele apareceu morto. Pois é... Avisos houve, muitas delações, muitas denúncias e era como se nada houvesse sido dito ou escutado. Todas as estruturas e instituições do Estado brasileiro, não apenas as do governo, estavam dominadas. E nenhum apelo era ouvido, nenhuma denúncia, apurada. A grande mídia se fazia de surda; o PGR, de cego; o judiciário nem aí. Os mais importantes empresários olhavam para o lado, na expectativa de ver impostos e débitos perdoados; direitos dos trabalhadores abolidos; órgãos de fiscalização e controle esvaziados. Até escravidão corria solta!

O desmonte do Estado era celebrado. As privatizações espúrias, idem. Na mídia tradicional, não houve sequer UMA ÚNICA reportagem investigativa sobre a providencial "facada" - a respeito da qual Bebbiano lançou um véu de dúvidas. Nadinha questionado. O "mercado" financeiro já esfregava as mãos, vislumbrando lucros extraordinários. Eram só a ganância, os bilhões e os jatinhos, apenas isso interessava, enquanto boiadas passavam, queimadas incendiavam e desmatavam, grilagens se expandiam, latifúndios aumentavam suas áreas; exploradores dos minérios decepavam morros, serras, montanhas; garimpos envenenavam rios e peixes e exterminavam indígenas. E da-lhe jantares pra Bolsonaro! Da-lhe churrascos de "sertanejos" com picanha a peso de ouro. Da-lhe passeios internacionais de "amigos do rei" em jatos presidenciais. Da-lhe palavrões, vulgaridades, perversões verbalizadas pelo presidente, os ministros e a inacreditável Damares.

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A indecência, a imoralidade, a falta de compostura vigoravam. Ministro com milhões em paraíso fiscal ou investindo em cemitério durante a pandemia: valia tudo. "Sabe com quem está falando?" virou mantra, a exemplo de um capitão-em-chefe que não admitia regras. Um período de horror. A PIOR gestão de pandemia do mundo, e não por incompetência, mas por deliberação/corrupção, ao som de silêncio sepulcral. Agora, bolhas se rompem e começam a exalar mau cheiro.

Como isso demorou!

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