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Alex Solnik

Alex Solnik, jornalista, é autor de "O dia em que conheci Brilhante Ustra" (Geração Editorial)

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Bolsonarismo deveria ser proibido

Não basta tornar Bolsonaro inelegível por oito anos. Não basta prendê-lo. É preciso proibir o bolsonarismo, tal como o nazismo é proibido na Alemanha

Jair Bolsoanro e ato golpista em Brasília (Foto: REUTERS/Carla Carniel | Joédson Alves/Agencia Brasil)

Eu fico com a pulga atrás da orelha quando ouço alguém dizer que é bolsonarista, mas é inofensivo, principalmente quando é um político. Tarcísio de Freitas, por exemplo. Ele tenta parecer mais palatável que Bolsonaro, mas sempre confirma ser bolsonarista.

Ora, o que é ser bolsonarista senão ser admirador de Bolsonaro?

E quais são as “linhas mestras” do “pensamento” de Bolsonaro? 

Atacar as minorias, queimar as florestas, explorar minérios em terras indígenas, submeter-se aos EUA, xingar ministros do STF, desprezar a ciência e a cultura, acabar com o estado laico, debochar de doentes, mentir sempre, rasgar a constituição, desvalorizar as mulheres, priorizar armas em vez de livros, idolatrar torturadores, controlar as instituições, proteger amigos e parentes, suprimir os direitos humanos e -cereja do bolo -instalar uma ditadura militar semelhante à de 1964.

É impossível se dizer bolsonarista sem adotar a sua ideologia.

É uma ideologia perversa, obtusa e perigosa, cujo objetivo é extinguir a democracia. É intolerável, portanto.

Não basta tornar Bolsonaro inelegível por oito anos. Não basta prendê-lo. É preciso proibir o bolsonarismo, tal como o nazismo é proibido na Alemanha. 

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.