Bolsonaristas-raiz derretem nas capitais

"Não importa qual seja o suposto novo ou velho partido do presidente da República, Jair Bolsonaro; o fato é que tanto o PSL, pelo qual se elegeu, depois renegou e do qual tenta se reaproximar, quanto o Republicanos, dos seus filhos e aliados estão tendo um desempenho pífio nas eleições a prefeito, em todas as capitais do país", avalia Alex Solnik

Marcelo Crivella e Celso Russomanno
Marcelo Crivella e Celso Russomanno (Foto: Washington Costa/MDIC | Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
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Por Alex Solnik, para o jornalistas pela Democracia - 

Não importa qual seja o suposto novo ou velho partido do presidente da República, Jair Bolsonaro; o fato é que tanto o PSL, pelo qual se elegeu, depois renegou e do qual tenta se reaproximar, quanto o Republicanos, dos seus filhos e aliados estão tendo um desempenho pífio nas eleições a prefeito, em todas as capitais do país.

A onda bolsonarista de 2018 virou marola.

Em apenas duas das 26 capitais onde haverá eleições, um deles, o Republicanos, tem chance de ir ao segundo turno e, mesmo assim, os candidatos – Crivella no Rio e Russomanno em São Paulo - derretem como manteiga no sol.

Certeza alguma de irem ao segundo turno, muito ao contrário.

Abalroado por impeachment, o bispo carioca patina em 13%, o que não garante reeleição a prefeito algum, enquanto a pedetista e ex-delegada Martha Rocha sobe e emparelha com ele, o que sugere que ela e não ele irá ao segundo turno.

Em São Paulo, Russomanno perdeu 7 pontos percentuais desde o início do horário eleitoral gratuito, em que enfatiza seu casamento ideológico amplo, geral e irrestrito, com Bolsonaro, que é rejeitado por 46% dos paulistanos.

Sua queda consistente está dando gás a Boulos, que sobe a cada pesquisa, chegou a 14% e já se credencia para ir ao segundo turno contra o atual prefeito, Bruno Covas, que prefere enfrentar o desgastado Russomanno.

O PSL, que é o segundo maior partido do país, menor somente que o PT, não está nem próximo à ponta nas pesquisas das capitais. Sua figura mais estridente, a paranaense Joice Hasselmann, não passa de 3% em São Paulo.

Nas demais capitais a situação dos bolsonaristas-raíz é a seguinte: em São Luís, Duarte Jr. (Republicanos) tem 19%, a maior pontuação depois dos candidatos carioca e paulista, em terceiro lugar; a seguir, com 10% Delegado Pazolini (Republicanos), em Vitória e Nicoletti (PSL), em Boa Vista; em Curitiba, Francischini (PSL) tem 8%; em Manaus, Capitão Alberto Neto (Republicanos), 7%; em Palmas, Vanda Monteiro (PSL) está com 7% e Barison (Republicanos), 3%; em Porto Velho, temos Lindomar Garçon (Republicanos) com 6% e Sargento Eyder Brasil (PSL), com 3%; em Belém, Vavá Martins (Republicanos) tem 4%; em Porto Alegre, João Derly (Republicanos) também 4%; em Goiânia, Major Araújo (PSL) tem 3%; em Macapá, Guaracy (PSL) também 3%; em Natal, Delegado Sérgio Leocádio (PSL), idem; em Campo Grande, Vinícius Siqueira (PSL) tem 3% e Trutis (PSL), 1% (há dois candidatos do mesmo partido); em Cuiabá, Aécio Rodrigues (PSL) tem 2%; em Belo Horizonte, Lafayette Andrada (Republicanos) tem 1%, tal como Heitor Freire (PSL), em Fortaleza; no Recife, Carlos (PSL) tem menos de 1%.

Em Aracaju, Teresina, Rio Branco, João Pessoa e Maceió, nem PSL, nem Republicanos apresentaram candidatos.

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