Bolsonaro confessou um crime e deve ser contido

"Trata-se de crime de obstrução da Justiça, com o agravante de ter sido feito por autoridade pública para, obviamente, proteger acusados de um duplo homicídio brutal e covarde, perpetrado por milicianos ligados a Flávio Bolsonaro, filho do presidente", diz Leandro Fortes, Jornalista pela Democracia, sobre a confissão feita neste sábado por Jair Bolsonaro

Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Jair Bolsonaro, presidente da República, confessou a jornalistas postados no Palácio da Alvorada ter confiscado os registros digitais e de áudios do condomínio onde mora ao lado dos assassinos de Marielle Franco e Anderson Gomes, antes de a Polícia Civil recolhê-los, dentro de um inquérito policial em curso.

Trata-se de crime de obstrução da Justiça, com o agravante de ter sido feito por autoridade pública para, obviamente, proteger acusados de um duplo homicídio brutal e covarde, perpetrado por milicianos ligados a Flávio Bolsonaro, filho do presidente.

A razão para o confisco ilegal é um escárnio: Bolsonaro alega que quis proteger o material de adulterações. 

É, obviamente, mentira. 

Avisado, em 9 de outubro, de forma também criminosa, pelo governador do Rio, Wilson Witzel, do depoimento do porteiro do condomínio Vivendas da Barra, Bolsonaro e sua trupe assaltaram as provas para se protegerem da investigação.

Está mais do que claro que essa gente passou de todos os limites e precisa, sem mais vacilos, ser imediatamente contida.

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247