Bolsonaro é moralmente brutal, língua ferina e de uma paranoia que assombra até os lúcidos

O tratamento pueril e feroz que o ex-milico fascista dá ao Lula chega às raias do que é infernal, porque de uma infâmia vista e ouvida, mas não compreendida por muitos, apesar de não se ver nada igual, tão sórdido e cruel em âmbito mundial, quando se trata de um político eleito presidente ou que já está no poder

Bolsonaro é moralmente brutal, língua ferina e de uma paranoia que assombra até os lúcidos
Bolsonaro é moralmente brutal, língua ferina e de uma paranoia que assombra até os lúcidos (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

A língua é um fogo; é um mundo de iniquidade! Incendeia todo o curso da vida! Ela mesma é incendiada pelo inferno! (Tiago, capítulo 1, versículo 19)

Hoje de manhã liguei a televisão e me deparei com um sujeito fascista que foi eleito presidente a falar, de acordo com sua conduta estúpida e ignorante, que ultrapassa todos os limites que violam a civilidade, bem como contrários ao que é lógico e inteligente, respeitoso e digno, a quem será em pouquíssimo tempo presidente da República.

Seu desrespeito ao Lula não se resume a apenas um sintoma ideológico, mas, sobretudo, por causa de razões pelas quais o líder de esquerda lutou a vida inteira, inclusive no que concerne à sua incomparável história e capacidade de aglutinar adversários antagônicos, assim como ser um politico de grandeza e com enorme talento para dialogar, administrar, realizar e concretizar programas e projetos que a direita sempre duvidou, até que o Lula assumisse a Presidência e saísse dela oitos anos depois com 87% de aprovação popular — um recorde.

Entretanto, Jair Bolsonaro se alimenta e vive de violência, escárnio e intolerância desde jovem. O político integralista não consegue ser civilizado para ele mesmo se conduzir como presidente da República e, com efeito, pelo menos se autovigiar para não ser lembrado e tratado como um falastrão, um simplório e perverso fanfarrão, que vive de mentiras e sempre a bater boca e brigar sem parar, como se viver em conflito sistemático e sem trégua fosse a solução para resolver ou amenizar os problemas da diversificada e complexa sociedade brasileira, cujos grupos étnicos e de classe social o ex-capitão de costumes e tons fascistas despreza e os trata como inimigos, inclusive ideológicos.

Agora, e mais uma vez, o paranoico e desajuizado capitão, que foi quase expulso do Exército por má conduta, resolve, além de agredir covardemente o ex-presidente Lula, um político saído das entranhas do povo brasileiro e por isto realmente popular, aparece na televisão na Restinga da Marambaia, na zona oeste do Rio de Janeiro, para deitar falação irresponsável e plena de guerra contra o socialismo e o MST, ao afirmar que as Forças Armadas são "obstáculos para o socialismo", assim como disse certa vez nos Estados Unidos que "não seremos mais um País socialista". Bolsonaro é a múmia saída diretamente do sarcófago da Guerra Fria.

Não sei qual é o problema desse político de extrema direita, que, além de falar um monte de asneiras e sandices, trata, por exemplo, os trabalhadores sem terra e sem teto como inimigos, sendo que os ricaços do agronegócio são considerados por ele como seus mais íntimos "amigos". Para agir desse modo destrambelhado e inconsequente, só pode ser por causa de sua imensa subserviência e subalternidade aos ricos, pois quis até explodir bombas motivado por dinheiro quando foi aluno da ESAO.

Sua cólera e ausência de sensatez, além de seus inúmeros preconceitos levam o deputado do baixo clero de mandatos totalmente improdutivos ter um incontrolável complexo de vira-lata, assim como malévolo desprezo pelos trabalhadores, professores, categorias em lutas reivindicatórias e grupos sociais diversificados e diferentes (minorias), que ele, a partir de sua ignorância atávica e completo oportunismo político, trata-os como inimigos a serem abatidos, primeiro pela sua retórica corrosiva e brutal, depois pelas ameaças que o presidente fascista promete praticar e concluir.

Ou seja, Bolsonaro, como governante que continuará a efetivar a política de terra arrasada de *mishell temer, com direito à repressão, entregará o que resta do patrimônio público brasileiro aos EUA e quem mais quiser, a retirar direitos dos trabalhadores e a reprimir com violência as lideranças progressistas, os partidos políticos de esquerda e os movimentos sociais, que Bolsonaro e seus acólitos tratam como gente inferior da sociedade, pois sua vileza e ignomínia são parte de medíocre carreira política e de seu pensamento curto, estreito e raso, conforme comprovam seus escândalos e contendas na Câmara e fora dela no decorrer de quase 30 anos.

Além disso tudo, continua chamar a atenção a sua obsessão doentia por Lula. O ódio desse sujeito sem educação e discernimento é incomensurável pelo presidente mais importante da história do Brasil, juntamente com Getúlio Vargas. Trata-se de um cidadão que odeia a cidadania, cujos desvios mentais e de conduta em público são de uma abjeção inominável, pois sua vulgaridade e desrespeito são por demais atrozes e denotam que o Brasil terá sérios problemas internos, que atingirão em cheio a comunidade internacional. Quem viver verá.

O tratamento pueril e feroz que o ex-milico fascista dá ao Lula chega às raias do que é infernal, porque de uma infâmia vista e ouvida, mas não compreendida por muitos, apesar de não se ver nada igual, tão sórdido e cruel em âmbito mundial, quando se trata de um político eleito presidente ou que já está no poder. Ninguém faz o que o Bolsonaro faz. Nem os fascistas do leste europeu e da Europa ocidental, a exemplo da França. Ninguém é tão baixo, e diz coisas tão satânicas e tirânicas, ferinas e irresponsáveis, como o Bolsonaro.

Até a extremista de direita, a francesa Marine Le Pen, rejeitou o apoplético fascista tupiniquim, ao asseverar que as palavras de Bolsonaro não seriam aceitas na França, porque seus eleitores e os franceses em geral não admitiriam os pensamentos do bárbaro extremista, pois uma questão de civilização, o que causaria rejeição, pois até para ser um fascista tem de ter limites, o que não acontece com Jair Bolsonaro.

E hoje, mais uma vez em sua vida de conflitos e contendas, o presidente eleito Jair Bolsonaro resolveu agredir o presidente Lula, que está preso por causa de uma conspiração diabólica levada a cabo pelo ex-juiz Sérgio Moro — o Menor —, aquele que jamais prendeu um tucano ladrão, do PSDB, do DEM e do PPS, em conjunto com os procuradores fanáticos e obsessivos pelo Lula, somente pelo Lula, porque a maioria dos ladrões ricos está solta, a se esbaldar em suas mansões luxuosas plenas de opulências e ao lado de suas queridas famiglias.

Enquanto isto, o presidente de extrema direita, tal qual a uma vivandeira de quartel, trata o presidente Lula com todo o desrespeito possível, porque sem noção e respeito, pois ser adversário político não significa que tal pessoa tenha de ser um boçal cruel e que pretende com isto pressionar sistematicamente o Judiciário e lembrar à imprensa de mercado mais corrupta e golpista do planeta que Lula tem de "apodrecer na cadeia", conforme disse o lobo tenebroso após saber que foi eleito presidente.

A covardia, a vileza, o desequilíbrio e a baixaria desse senhor que irá agora sentar na cadeira mais importante da República é algo indescritível. O milico que foi preso e quase expulso do Exército por má conduta, que ele continuou a praticar na Câmara dos Deputados, simplesmente repercutiu em seu tweet a imagem de um Papai Noel a ser dominado por policiais militares de forma indigna, com a frase "Lula tenta fugir disfarçado de Papai Noel mais é detido".

Esse cara é presidente! E continua com sua cantilena vazia e pérfida, a demonstrar sua incomparável baixeza moral e obsessão doentia e paranoica por Lula, que sempre será um político muito maior do que tal mandatário e militar medíocre, que terá o tempo como sua armadilha e instrumento de opressão, no decorrer de seu curto ou longo mandato. Quem viver verá.

Por sua vez, parece que sua mulher, conhecida como Michele Bolsonaro, também seguiu o escárnio e a perversidade de seu marido de temperamento descontrolado, irascível e também resolveu fazer uma molecagem digna das mulheres dos ditadores, a exemplo de Imelda Marcos e Susana Iguchi, cônjuges dos ditadores Ferdinando Marcos e Alberto Fujimori. Fujimori, apesar de ser eleito, fechou o regime no Peru e permitiu assassinatos praticados por agentes de Estado em grande proporção. E Marcos, simplesmente sua ditadura de décadas ainda não foi esquecida nas Filipinas, já que foi brutal.

A mulher do Jair Bolsonaro hoje saiu com uma camisa ridícula e intelectualmente rasa, o que demonstra o complexo de vira-latas do casal perante a grandeza de Lula, tanto no âmbito internacional quanto nacional. Os escritos da camisa da primeira dama dos fascistas são esses: "Se começar nesse tom comigo, a gente vai ter problema". Que falta de inteligência, que simplesmente comprova sua cognição tosca e burlesca.

Até parece que uma das patricinhas da Justiça, juíza Gabriela Hardt, não recebeu ordens para ser mal educada, pois certamente desprovida de noção e sensatez, como tem se mostrado os próceres da Lava Jato. Espero que a molecagem não descambe para a violência e fique somente entre os golpistas e fascistas, a se engalfinharem pelo poder, como tem acontecido e mostrado pela imprensa de negócios privados, com que o machão do Bolsonaro terá de aparar as arestas, apesar de sua retórica mentirosa e que não engana qualquer pessoa minimamente inteligente.

Sugiro que a mulher do Bolsonaro, plena de arrogância, deboche e prepotência passe a usar por enquanto duas camisas com os seguintes dizeres: "Como o Bolsonaro empresta R$ 24 mil para o motorista do filho dele, o Flávio, que movimentou R$ 1,2 milhão?!" e "Onde está o motorista Fabrício Queiroz, que sumiu e por duas vezes não atendeu o chamado do MPF?!" Aliás, os R$ 24 mil estavam na conta da primeira dama, a mulher do Bolsonaro.

E aí, senhora Michele Bolsonaro, vai usar as camisas sugeridas? Ou qualquer juizeco ou juizeca como a de Curitiba te dirá um dia essas palavras: "Se começar nesse tom comigo, a gente vai ter problema". Será muito interessante observar os Bolsonaro e suas trupes radicais à direita a governar o Brasil. Vamos ver no que dará e como irá terminar o governo de opressão e pós-golpe de 2016.

Vamos ver se irá descambar para a perseguição e repressão política e policial. Aposto que sim. Luiz Inácio Lula da Silva é estadista civilizado e não dado a molecagens, além de ser preso político sequestrado por agentes do Estado brasileiro para não vencer as eleições de 2016, sendo que o seu algoz, o juiz Sérgio Moro — o Menor — será o ministro da Justiça do presidente fascista Jair Bolsonaro, o mesmo que ataca Lula e contratou seu carcereiro. #EleNão é lúcido! É isso aí.

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