Bolsonaro e o judaísmo

O que Bolsonaro disse sobre a população quilombola é similar ao que diz um judeu ortodoxo sobre um semita palestino. Em Israel há uma muralha segregando um povo pobre e moreno. Na Hebraica ficou claro que de que lado do muro estão aqueles judeus que chamaram Bolsonaro de mito

Deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ)
Deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) (Foto: Lelê Teles)

você deve ter ficado assustado com a palestra de Bolsonaro num ambiente judaico, no Ridjanêro.

eu não.

não se esqueça, ele só estava lá porque foi convidado.
já havia sido, antes, convidado pela Hebraica de São Paulo.

o que ele diz normalmente nos deixa chocados, mas ao dizer suas obscenidades racistas para aquela plateia de descendentes de escravos (sim, os judeus), ele foi aplaudido.

com mil diabos, dirás!

amiguinho, Bolsonaro não rasga dinheiro nem joga voto no lixo, ele sabia o que dizia e pra quem falava.

há, entre os judeus, um grupo extremante perigoso, normalmente aliados a corrente que está no poder na teocrática Israel.

os sionistas racistas, xenófobos e imperialistas.

ao dizer que tinha 4 varões em casa, mas fraquejou e teve uma filha, Bolsonaro fez a plateia sorrir.

talvez lembrando da benção matinal judaica em que o varão diz:

"bendito és Tu, A-do-nai, nosso D-us, Rei do Universo, que não me fez mulher".

é só abrir o Livro e você verá que o judeu daquele tempo possuía servos, propriedades e...

mulher.

Salomão, o rei playboy, tinha mil delas a seu dispor.

Bolsonaro tripudiou dos negros quilombolas, os judeus que ali estavam gargalharam mais uma vez.

o quilombola, você sabe, é como aqueles caras que Moisés, o egípcio, libertou da escravidão.

o judeu, ali, ria bisonhamente de si mesmo.

a reportagem dizia que, do lado de fora da Hebraica, judeus protestavam.

deviam ser muito poucos, porque a palestra seguia lá dentro com muito estardalhaço e muitos judeus gargalhantes.

Bolsonaro falou dos japoneses como uma raça superior, inferiorizando os negros; já fizeram isso com os judeus há pouco tempo, lembram amiguinhos?

mas, assim mesmo, os judeus ali dentro acharam graça e chamaram o taradão de mito!

o mito disse que, se os judeus o elegerem, ele não vai demarcar terras para índios.

os que apoiam a política, criminosa e racista, de assentamentos em Israel obviamente aplaudiram.

porque foram escravizados e sofreram inúmeras perseguições, os judeus ganharam um país para chamar de seu.

mas acharam graça quando Bolsonaro falou mal dos quilombos, que são nada mais que pequenas glebas de terra conquistadas a duras penas pelos negros.

o que Bolsonaro disse sobre a população quilombola é similar ao que diz um judeu ortodoxo sobre um semita palestino.

em Israel há uma muralha segregando um povo pobre e moreno.

na Hebraica ficou claro que de que lado do muro estão aqueles judeus que chamaram Bolsonaro de mito.

palavra da salvação.

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