Bolsonaro é o responsável pelo saque famélico em supermercado do Rio

"O aumento dos preços dos alimentos, do aluguel, do gás, dos combustíveis e da energia são resultado direto da política econômica do governo", diz Milton Alves

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(Foto: Reprodução)


Os festejos da Páscoa que tomaram conta dos sentimentos de parte das famílias brasileiras neste fim de semana, também mostraram o crescente abismo social do país: Enquanto uma parcela festeja e degusta as comidas típicas do tempo pascal, milhões de brasileiros estão mergulhados no desespero da fome e da indigência, são famílias do andar de baixo da sociedade, jogadas na zona da exclusão social, após as sucessivas políticas de destruição de direitos sociais e do desemprego — agravadas durante a pandemia e pela nefasta política econômica do governo bolsonarista.

O saque famélico ocorrido na noite de sábado (17) no supermercado da rede Inter, em Inhaúma, zona norte do Rio de Janeiro, revela a escalada do flagelo da fome e da insegurança alimentar, que atingem com maior intensidade a população mais pobre das periferias das capitais e regiões metropolitanas — um cenário dramático.

É necessário dizer em alto e bom som que o aumento generalizado dos preços dos alimentos da cesta básica, do aluguel, do botijão de gás, dos combustíveis e das tarifas de energia, que têm penalizado as camadas mais pobres e médias da população, são um resultado direto da política econômica do governo da extrema direita e de seus sócios do Centrão.

Portanto, Bolsonaro e Paulo Guedes são os responsáveis políticos e institucionais do saque famélico ocorrido em Inhaúma. O governo federal, e não a população do local, é que deve ser responsabilizado.

Além disso, o desemprego continua muito alto, cerca de 14 milhões de trabalhadores, e a fome castiga diariamente mais de 20 milhões de brasileiros e cerca de 120 milhões padecem de algum tipo de insegurança alimentar, questões cruciais que demonstram na ponta o resultado final da política genocida de Bolsonaro/Guedes.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese) aponta que a alta da cesta básica nos últimos três anos é a maior desde o Plano Real . “A inflação atual é perversa, porque está focada nos alimentos básicos e nos bens e serviços, como energia elétrica e gás de cozinha. Produtos como carne, café e pão aumentaram muito além da inflação. Alguns produtos que integram a cesta básica oscilaram de preços entre 48% a 156%”, diz a pesquisa do Dieese.

O desemprego, a fome e a carestia serão, obrigatoriamente, temas da agenda da disputa presidencial de 2022, demandando propostas concretas para enfrentar os resultados da política de exclusão social e recolonização do Brasil.

Para além dos arranjos eleitorais, Lula é o único líder político que reúne as condições para dialogar com a população mais empobrecida e apresentar propostas na direção do enfrentamento prioritário, com medidas emergenciais, contra a fome e garantir o direito à vida para milhões de brasileiros/as.

Resta saber, se a esquerda – partidária e social – atuará de forma combativa e diligente para impulsionar um amplo movimento contra a fome e a carestia, canalizando os protestos para uma saída política que derrote nas ruas e nas urnas o governo esfomeador de Bolsonaro.

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