Bolsonaro se inspira em fake news antissemita

Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia, alerta que "alguns conselhos de uma das maiores fake news de todos os tempos, a brochura antissemita denominada 'Os Protocolos dos Sábios do Sião', e que foi usada como pretexto por Adolf Hitler para decretar o extermínio de judeus como política de estado, são aparentemente adotados pelo presidente Jair Bolsonaro"; "O texto reúne 24 atas de uma suposta reunião de sábios judeus e maçons realizada em 1898, na qual planejam dominar o mundo por meio da instalação de um Governo Supremo Judaico e atacam duramente os não-judeus", observa Solnik

Bolsonaro se inspira em fake news antissemita
Bolsonaro se inspira em fake news antissemita (Foto: Alan Santos/PR)

Por Alex Solnik, para o Jornalistas pela Democracia - É impressionante! Alguns conselhos de uma das maiores fake news de todos os tempos, a brochura antissemita denominada "Os Protocolos dos Sábios do Sião", e que foi usada como pretexto por Adolf Hitler para decretar o extermínio de judeus como política de estado, são aparentemente adotados pelo presidente Jair Bolsonaro. O texto reúne 24 atas de uma suposta reunião de sábios judeus e maçons realizada em 1898, na qual planejam dominar o mundo por meio da instalação de um Governo Supremo Judaico e atacam duramente os não-judeus.

Por exemplo:

"Para tomar conta da opinião pública, é preciso torná-la perplexa, exprimindo de diversos lados e tanto tempo tantas opiniões contraditórias que os gentios acabarão perdidos no seu labirinto, convencidos de que em política o melhor é não ter opinião. São questões que a sociedade não deve conhecer. Só deve conhecê-las quem a dirige. Eis o primeiro segredo".

"O segundo, necessário para governar com êxito, consiste em multiplicar de tal modo os defeitos do povo, os hábitos, as paixões, as regras de viver em comum que ninguém possa deslindar esse caso e que os homens acabem por se não entenderem mais uns aos outros. Essa tática terá ainda como efeito lançar a discórdia em todos os partidos, desunindo todas as forças coletivas que ainda não queiram submeter-se a nós".

Não é o retrato sem retoques dos 100 dias de governo Bolsonaro?

"O aumento dos armamentos e do pessoal da polícia é um complemento imprescindível do plano. É preciso que não haja mais, em todos os Estados, além de nós, senão massa de proletários, alguns milionários que nos sejam dedicados, policiais e soldados".

Seu primeiro ato foi aumentar o número de armas em circulação. A eliminação de políticos, artistas, escritores, ou seja, quem não é proletário, milionário ou policial está em curso.

"Rodearemos nosso governo por uma multidão de economistas. Eis por que as ciências econômicas são as mais importantes a serem ensinadas aos judeus. Rodear-nos-emos de uma plêiade de banqueiros, industriais, capitalistas e, sobretudo, milionários, porque, em suma, tudo será decidido pelas cifras".

O primeiro ato de sua campanha foi apresentar o seu economista principal, a quem chamava de "Posto Ipiranga".

Hoje, Bolsonaro nomeou um executivo do mercado financeiro como novo ministro da Educação.

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