Bolsonaro versus Moro: o sujo criminoso e o mal lavado prevaricador

"Por que Sergio Moro demorou tanto tempo para falar o que sabia? Por que esperou chegarmos ao estado atual de desgoverno absoluto em meio à maior pandemia e à maior crise econômica da nossa história? Por que o ex-ministro de Bolsonaro prevaricou por tanto tempo, 16 longos meses?", questiona o deputado Rogério Correia

(Foto: Agência Brasil)
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Há duas certezas a tirar de saldo da guerra Jair Bolsonaro versus Sergio Moro: os dois merecem punição pelos crimes cometidos; e o povo brasileiro, definitivamente, não merece dois bandidos que agora se acusam mutuamente no centro das decisões da República.

O ex-chefe de Moro anda desesperado, falando aos gritos, pois sabe que as diversas investigações sobre seus esquemas já estão atingindo o alvo. Já o ex-juiz e ex-ministro deixou o cargo ameaçando uma bomba de abalar as estruturas, abalou Bolsonaro mas cinicamente recuou em outras acusações, sabedor que é do crime de prevaricação que cometeu.

Há também duas perguntas que merecem ser respondidas com celeridade, a não ser que reconheçamos que somos um país de impunidade:

A primeira é saber por que Bolsonaro tem tanta obsessão pelo controle da Polícia Federal. Claro que desconfiamos da resposta, mas é necessária uma apuração isenta para chegarmos a provas incontestáveis dos crimes cometidos pela familícia e suas tentativas desesperadas de impedir as investigações.

A segunda questão: por que Sergio Moro demorou tanto tempo para falar o que sabia? Por que esperou chegarmos ao estado atual de desgoverno absoluto em meio à maior pandemia e à maior crise econômica da nossa história? Por que o ex-ministro de Bolsonaro prevaricou por tanto tempo, 16 longos meses?

Para responder a essas dúvidas, há duas CPIs que urgem ser instaladas no Congresso. A primeira, já pedida por vários partidos e parlamentares, é a óbvia CPI para investigar os crimes bvdo presidente da República. O impeachment, hoje, é talvez a saída menos custosa ao Brasil, sob pena de o país desmoronar-se  perante a uma crise econômico-sanitária sem precedentes históricos.

A segunda CPI foi solicitada por mim e também e urgente: a CPI do Moro. Que, diga-se, já deveria existir desde há mais tempo, pois as revelações da Vaza Jato, que provaram como Sergio Moro atuava ilegalmente no processo contra Lula, continuam sem qualquer punição (aliás o ex-ministro cometeu ato falho em seu depoimento de sábado na PF, ao reconhecer que as mensagens reveladas pelo The Intercept eram verdadeiras, para justificar tê-las apagado depois).

A nomeação de Moro para o Ministério da Justiça de Bolsonaro e as seguidas omissões ao longo dos últimos meses (não nos esqueçamos que até há pouco o ex-juiz era chamado de “advogado da familícia”) merecem investigação isenta, feita por deputados de diversos partidos.

Quem não deve não teme.

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