Bossa "N" humor

Bossa “n” Humor, define Carlos Castelo, é o Língua de Trapo mais amadurecido. “As letras continuam provocativas e cáusticas, mas as melodias ficaram mais elaboradas”

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A ideia do álbum “Bossa “n" Humor” começou em 2005. Foi quando Carlos Castelo, um dos compositores do Língua de Trapo, iniciou uma parceria com Tony “Pituco” Freitas, o vocalista do grupo. 

A questão é que Castelo vive em São Paulo e Pituco em Tóquio. Graças às videoconferências na internet, a dupla concebeu o material do disco: dez novas parcerias. 

A maratona internacional contou com participações da violonista Cristina Azuma, que reside na França, Iñaki Dieguéz, que colaborou com seu acordeom direto da Espanha, e o multi-instrumentista Daniel Baeder, de Tóquio. Carlos Castelo colocou as vozes num estúdio em Araras, no interior de São Paulo. 

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Bossa “n” Humor, define Carlos Castelo, é o Língua de Trapo mais amadurecido. “As letras continuam provocativas e cáusticas, mas as melodias ficaram mais elaboradas”. O alvo das ironias, dessa vez, acabou sendo a bossa nova. Pituco é um conhecedor do ritmo e Castelo propôs uma "desconstrução" do gênero. O resultado é anárquico e hilário.

O disco tem arranjos de Ricardo Sagioratto e produção executiva de André Minnassian, da produtora Play RK30. As gravações foram realizadas no Estúdio Rec Trek, sob a coordenação de Elpidio Storolli.

Participações especiais de Vânia Bastos, Carlos Careqa, André Abujamra e do cartunista Paulo Caruso.

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Fazem parte da playlist: 

“Beba Coca-cola” - o famoso poema concreto, de Décio Pignatari, para banquinho e violão. 

“Bossampa” - uma ideia de como seria a bossa nova caso fosse paulistana. 

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“Posto 6” - uma hilária constatação de como os cariocas não podem viver sem cantar. 

“Porque túmulo do samba” – a resposta musical à afirmação de Vinícius de Moraes de que São Paulo é a morte do pandeiro. 

“Bossa sucks” – uma canção à la Sinatra que fala, com sinceridade, sobre o significado da bossa nova.

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“Benê” – bossa adonirânica que narra a decadência de um amor por falta de gás.

“Expressionismo” – uma ode aos amores brutos. 

“Hã?” – um autêntico João Gilberto, na linha sussurrante.

“Todo mundo é carioca” – pensata musical sobre a influência carioca no inconsciente coletivo brasileiro. 

“Psicossamba” – a primeira bossa nova psicanalítica do Brasil. 

BÔNUS TRACKS

“Concheta” - o grande clássico do Língua de Trapo, agora no formato jobiniano, no violão da concertista Cristina Azuma.

“Breque do Guioza” – parceria de Tony “Pituco” Freitas e Rogério Santos, sobre a vida de Pituco no Japão. 

SOBRE CARLOS CASTELO

Como compositor, Carlos Castelo participou de todos os álbuns do Língua de Trapo. Sempre com o pseudônimo Carlos Melo, fez letras, melodias, performances, esquetes para palco e diversas capas de discos do grupo. 

Em 1985, sua canção “Os metaleiros também amam, em parceria com Ayrton Mugnaini Jr., foi finalista do Festival dos Festivais, da Rede Globo. 

No ano seguinte, Germano Mathias interpretou seu samba “Jerônimo”, em parceria com Eduardo Gudin, para a trilha da novela “Cambalacho”, da Globo.

Em 2017, criou inúmeras letras para o disco de gipsy jazz “Cavaquinho de Itu”, de Seo Manouche. 

Em janeiro de 2020, suas canções “Concheta” e “Como é bom ser punk” foram executadas pela Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. Foi no evento “Vanguarda Paulista in Concert”, no Theatro Municipal, em homenagem aos 466 anos da cidade.

Escreveu ainda letras para Thomas Roth, Osvaldo Fagnani (do Premê), Natércia Ribeiro Malheiros, Celso Mojola, Nina Ximenes, Luiz Macedo, Wagner Amorosino e Deni Domenico. 

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