Revelações da Guerra de Independência de Israel, o outro lado da moeda

Sem intervenção internacional, a causa palestina é causa perdida. A cada dia, menos importa as nações o futuro da população dos territórios ocupados e de Gaza

www.brasil247.com - Uma guerra sem fim
Uma guerra sem fim (Foto: Reprodução)


Semana passada escrevi sofre os massacres cometidos pelo recém criado Exército de Israel e milícias de extrema direita contra a população civil árabe durante a Guerra de Independência. Vamos agora ao outro lado da moeda.

No final de maio de 1948, a fazenda coletiva Yehiam estava sendo bombardeada. Um comboio de ajuda com ajuda médica tentou chegar ao local para socorrê-los. Próximos da vila Kabri foram atacados por milícias árabes. Dos 86 passageiros, apenas 39 sobreviveram. Muitos corpos não puderam ser identificados devido a mutilações dos corpos.

Naqueles dias Jerusalém Ocidental se encontrava sitiada. Um comboio deixou a cidade em 13 de abril de 1948 em direção ao Monte Scopus que abrigava o Hospital Hadassah e o campus da Universidade Hebraica. Era composto de ambulâncias, caminhões com mantimentos, veículos blindados e ônibus transportando médicos, enfermeiras, estudantes de medicina e acadêmicos. 

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No caminho, próximo da vila de Sheikh Jarrah, o comboio passou por uma mina, teve de parar e foi atacado. Os ônibus transportando civis foram metralhados e incendiados deixando 80, dos 105 passageiros, mortos.

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Um dia antes do fim do mandato, a fazenda coletiva Kfar Etzion caiu. Entre membros da fazenda e das milícias judaicas da Palmach e do Hish, 242 foram massacrados por combatentes palestinos depois que a batalha havia terminado. Somente quatro escaparam.

Nesta mesma zona, outras três fazendas se renderam e seus membros se salvaram graças a intervenção da Legião Jordaniana que os transferiram para campos de prisioneiros na Jordânia. Todas as quatro fazendas foram totalmente destruídas.

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São algumas das histórias de uma guerra cruel e sanguinária com atrocidades cometidas por todos os lados envolvidos. Muitas delas como vingança de parte a parte. Para se ter uma ideia, Israel tinha 600.000 habitantes judeus, 6.000 morreram nesta guerra.

Quando nos voltamos para aqueles dias é preciso colocar os fatos dentro do contexto no que se refere aos acontecimentos que são trazidos ao nosso conhecimento. Havia uma guerra por sobrevivência. Uma nação recém formada que graças a ajuda soviética com armas e munições através da então Tcheco-eslováquia, conseguiu vencer 6 exércitos que pretendiam sua aniquilação.

Convém lembrar que em nenhum momento, qualquer dos países árabes que participaram da guerra, pretenderam a criação de um Estado Palestino. Mesmo aqueles que ficaram com parte do território, a Jordânia com a Cisjordânia e o Egito com Gaza, aceitaram que ali fosse criado um Estado Palestino.

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Campos de refugiados para a população árabe-palestina que deixaram o território espontaneamente, ou a força, surgiram nos países árabes circundantes. Nunca, em nenhum deles, até os dias de hoje, foi oferecida a cidadania a eles e seus descendentes.

Nada disso, no entanto, serve de consolo para ninguém. A questão palestina permanece viva e somente a criação do Estado Palestino pode reparar estes erros históricos. Não existe outra solução para o problema, mas como chegar a ele tem sido um caminho cheio de obstáculos.

Mesmo passando uma régua no passado, os dias presentes se mostram ainda recheados de ódio e sede de vingança. Neste ano 75 palestinos foram mortos pelas forças de Israel nos territórios ocupados. 

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Uma série de atentados contra civis, cometidos até por menores de idade palestinos tem acontecido quase que semanalmente neste final de ano. É um círculo de violência difícil de ser quebrado.

Na minha opinião, sem uma intervenção internacional, a causa palestina é uma causa perdida. Sem entrar no mérito das consequências disto, eu vejo que a cada dia, menos importa as nações o futuro da população dos territórios ocupados e de Gaza. Nem mesmo os países árabes parecem mais querer se envolver. O planeta enfrenta desafios maiores e urgentes como o Clima e a Pandemia.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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