Brasil: à beira de um colapso social

É preciso defender os ideais do campo progressista, pautar a agenda trabalhista, de inclusão e desenvolvimento sociais. Não podemos nos calar diante do retrocesso promovido por Temer e seus aliados

Brasil: à beira de um colapso social
Brasil: à beira de um colapso social (Foto: Cesar Itiberê/PR)

O Brasil está à beira de um colapso social. As políticas implementadas pelo governo de Michel Temer, nos últimos dois anos, colocaram em xeque todos os esforços empreendidos até então para melhorar as condições de vida dos mais pobres. Ao longo do ciclo desenvolvimentista dos governos Lula e Dilma, os brasileiros em histórica condição de vulnerabilidade social puderam vislumbrar uma vida mais digna.

Por treze anos, vimos a consolidação de políticas públicas de resgate e valorização da cidadania do povo brasileiro. Somados, programas como o Bolsa Família, o FIES, o Prouni, o Mais Médicos, os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), o Minha Casa, Minha Vida, o Luz para Todos, dentre outros, nos provaram que o combate à pobreza é uma política econômica justa e eficaz.

Com Lula e Dilma, vimos a construção de um projeto de Estado forte, em que os subalternos e os excluídos pela histórica estrutura de desigualdades de nosso país puderam experimentar formas de inserção social jamais vistas. O pleno emprego e o aumento da renda dos trabalhadores contribuíram para retirar milhões de famílias da miséria. Com Lula e Dilma, os brasileiros conseguiam sonhar com um futuro mais próspero e digno para seus filhos, que passaram a ter acesso ao ensino técnico de qualidade e à universidade pública, por exemplo.

Passados dois anos desde o golpe parlamentar que destituiu a presidenta eleita Dilma Rousseff, o que se vê no Brasil é um cenário de desolação e de tragédia social. O país caminha para o colapso das políticas públicas de proteção social. O aumento do desemprego entre as camadas mais pobres da população, os cortes nos programas sociais de transferência de renda, o congelamento dos gastos públicos pelos próximos vinte anos, dentre outras medidas do governo Temer, irão colocar o Brasil novamente no mapa mundial da fome na próxima década.

As forças conservadoras que ocupam o poder hoje – e que querem continuar governando o Brasil – não têm qualquer proposta de desenvolvimento social e de redução da pobreza para o país. Ao contrário, pretendem manter os privilégios das elites, retirando os direitos dos trabalhadores e aposentados, diminuindo o poder do Estado e cumprindo a agenda do mercado. Com as reformas trabalhista e previdenciária, por exemplo, visam beneficiar somente os empresários, banqueiros e rentistas.

Nesse sentido, é preciso defender os ideais do campo progressista, pautar a agenda trabalhista, de inclusão e desenvolvimento sociais. Não podemos nos calar diante do retrocesso promovido por Temer e seus aliados. Não podemos abrir mão da luta política e democrática, do grito que ressoa os nossos sonhos e as nossas necessidades. A luta política é a nossa garantia de um Brasil melhor, mais justo e do povo.

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