Bravo Barelli

No dia 18 de junho perdemos um desses bravos, nosso companheiro Walter Barelli, que dedicou sua vida, sua sabedoria e o conhecimento econômico, para reunir e unir homens e mulheres que, em movimento, lutaram contra as inúmeras formas de estupidez humana, afirmando sempre o sentido da justiça e da igualdade

(Foto: Roberto Navarro)

Todos somos diferentes. Humanos e igualmente diferentes.

Há um destino comum, irremediável, que a cada dia se aproxima de todos.

Durante a vida, a inteligência e a ciência nos ajudam a fazer o bem, a promover a paz e o amor, a superar desigualdades e a buscar o bem viver.

Mas a inteligência e a ciência também são capazes de nos tornar infinitamente estúpidos, ávidos por fazer o mal e a guerra, por destilar o ódio, por reproduzir a pobreza e a miséria, promover desigualdades e injustiças.

Quando a estupidez predomina, homens e mulheres se indignam, colocam-se em movimento e lutam contra ela.

Mas há homens e mulheres especiais que, diante das inúmeras formas de estupidez, são capazes de enunciar o sentido da justiça, da igualdade e do bem comum.

Há ainda homens e mulheres muito especiais porque são capazes de reunir os indignados e uni-los em torno de utopias que indicam o sentido da justiça, da igualdade e do bem comum.

Há aqueles e aquelas que fazem tudo isso durante toda a vida. Esses são bravos!

No dia 18 de junho perdemos um desses bravos, nosso companheiro Walter Barelli, que dedicou sua vida, sua sabedoria e o conhecimento econômico, para reunir e unir homens e mulheres que, em movimento, lutaram contra as inúmeras formas de estupidez humana, afirmando sempre o sentido da justiça e da igualdade.

Sua vida deixou muitas sementes, frutos e árvores.

Na vida pública e profissional, expandiu o DIEESE e promoveu sua credibilidade científica com dados e análises sobre o mundo do trabalho. Foi professor na Unicamp e no Cesit, na PUC/SP e na FGV/SP. Ministro do Trabalho e Secretário do Trabalho de São Paulo, entre tantas outras atividades. 

Seu legado é vasto e significativo para os trabalhadores.

A sua ausência trará saudade. 

Quando reunidos, poderemos dizer: bravo Barelli, presente!

Mas há um legado que deve ser continuado: sua capacidade de reunir e unir os diferentes e indignados, para se colocarem em movimento, acreditando que vale a pela a luta pela utopia da justiça, da igualdade e do bem comum.

O tempo histórico futuro próximo exige um grande esforço de união. O legado de Barelli é um enorme estímulo para vencer esse desafio de unir. 

Se assim o fizermos, poderemos dizer: Bravo Barelli, vive!

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