Bruno Covas matou a pau

"No terceiro dia de campanha no rádio, em São Paulo, Bruno Covas mostrou as vantagens de ser candidato à reeleição e de possuir o maior tempo dentre todos os candidatos graças às coligações que fechou!", escreve Alex Solnik

Coletiva de imprensa com Área do Governo e Área da Saúde em São Paulo 14 de agosto de 2020
Coletiva de imprensa com Área do Governo e Área da Saúde em São Paulo 14 de agosto de 2020 (Foto: Governo de São Paulo)
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No terceiro dia de campanha no rádio, em São Paulo, Bruno Covas mostrou as vantagens de ser candidato à reeleição e de possuir o maior tempo dentre todos os candidatos graças às coligações que fechou.

Dono de mais de três minutos, e atual prefeito, pôde tranquilizar os pais (potenciais eleitores) quanto à questão mais polêmica dos dias atuais, a volta às aulas.

“"As aulas só vão voltar quando a ciência disser” afirmou ele, dando razão à maioria dos paulistanos, como apontam as pesquisas.

O jingle, baseado nas palavras força, foco e fé não compromete, embora também não empolgue.

Russomanno apelou para o caso que o tornou famoso, o da morte da sua mulher, em 1990, por negligência de um hospital. “Comigo na prefeitura isso não vai acontecer com você” afirmou.

Boulos apresentou um meio rap, meio jingle com o refrão “Boulos chegou e a Erundina voltou” pontuado pelo lema “honestidade e coragem”. Com 18 segundos disponíveis, não disse nada.

Márcio França apresentou duas propostas: frente de trabalho na prefeitura por R$600 ao mês (sem especificar número de vagas) e linha de crédito sem juros para pequenos empresários (sem dizer quanto).

Jilmar Tatto ainda insistiu no mantra de que fez o bilhete único e colocou comida de verdade na merenda. Lula repetiu o bordão da estreia: “Se você conhece o bilhete único você conhece o trabalho do Jilmar Tatto”.

Só Joice Hasselmann bateu num concorrente. E logo em Bruno Covas, de quem foi quase vice e vice-versa. “Só a prefeitura está parada” criticou, para não negar que não veio para explicar, mas para denunciar.

Lecy Brandão foi a voz do programa de Orlando Silva, igual ao primeiro, repetindo que entre um branco e um preto o branco sempre leva vantagem.

Andrea Matarazzo listou todos os cargos que exerceu, mais uma vez, batendo na tecla de que “por enquanto eu quero que você me conheça melhor”.

Filipe Sabará, o candidato mais rico, prometeu crédito barato. Gênio. Agora só falta ganhar.

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