Câmara dos Deputados: uma casa de ratos ou de democratas?

Temer, o conspirador, Cunha, o réu, e José Serra comandam um golpe contra a democracia e contra os beneficiários de programas sociais; são artífices de um golpe contra a Justiça

Temer, o conspirador, Cunha, o réu, e José Serra comandam um golpe contra a democracia e contra os beneficiários de programas sociais; são artífices de um golpe contra a Justiça
Temer, o conspirador, Cunha, o réu, e José Serra comandam um golpe contra a democracia e contra os beneficiários de programas sociais; são artífices de um golpe contra a Justiça (Foto: Pedro Maciel)

Temer, o conspirador, Cunha, o réu, e José Serra comandam um golpe contra a democracia e contra os beneficiários de programas sociais; são artífices de um golpe contra a Justiça e, como já escrevi antes, buscam um salvo conduto para a impunidade e a corrupção, além da manutenção dos privilégios.

Meu avô dizia que vivemos num lugar em que os selos perdem a cola e os sabonetes derretem muito mais rapidamente do que o normal. Uma tragédia, dizia ele...

Bem, minha geração passou a adolescência e a juventude defendendo a Democracia, o Estado democrático de Direito; desde 1980 vamos às ruas, seja pelo fim da ditadura, pelo fim da carestia, pelas eleições diretas através da aprovação da Emenda Dante de Oliveira em 1984 (quando fomos traídos por um congresso covarde e conservador por isso ocorreram as eleições indiretas e a vitória de Tancredo e Sarney).

Depois defendemos uma assembléia constituinte e comemoramos sua instalação. Depois veio a Constituição Cidadã de 1988.

Comemoramos também a festa da democracia em 1989, mesmo com a vitória de quem não deveria ter vencido, soubemos perder...

Fomos às ruas novamente pelo justo impeachment de Collor em 1992.

Surgiu Itamar Franco com apoio de parte, então importante, da esquerda. Itamar barrou a privatização de Collor comandada nas sombras por Daniel Dantas e trouxe o Plano Real e o Fusca.

Disputamos outras eleições, "tocamos a vida" e acompanhamos, atordoados e com tristeza, o triunfo do neoliberalismo, seus equívocos e crimes.

Já neste século elegemos um operário e uma mulher, duas vezes cada um...

Coisas boas ocorreram, algumas excepcionais após a vitória do povo em 2002, mas nos porões e nas sombras coisas horríveis continuaram a acontecer e métodos que deveriam ter sido banidos foram mantidos.

Estamos a quatro dias de uma votação que pode lembrar a derrota da Emenda das Diretas em 1984, derrota que representou uma traição do Congresso em relação à dialética da História, ou pode ser a lembrada como a redenção do Congresso Nacional.

Será revelada a natureza da Câmara dos Deputados: uma casa de ratos, como em 1984 ou de democratas que lutam por valores republicanos? 

Há boas novas, 186 deputados assinaram um manifesto pela democracia, mas temos que conferir no domingo.

Bem, qualquer que seja o resultado do domingo e eventualmente no Senado, caso a questão chegue naquela casa, Michel Temer passará para a História como um rato, um Joaquim Silvério dos Reis, um traidor que se pôs ao lado dos derrotados para viabilizar um Golpe de Estado, logo ele que se apresenta como um consitucionalista.

Temer fez escolha irreversível e tornou-se comandante, hipócrita e dissimulado, de um pedido impeachment instrumento que apesar de previsto na Constituição, no caso concreto não aponta um crime de responsabilidade ou dolo indiscutível. E, não havendo crime de responsabilidade, estamos diante de um Golpe de Estado no padrão daqueles de Honduras e do Paraguai.

Pedro Benedito Maciel Neto, 52, advogado, sócio da MACIEL NETO ADVOCACIA, autor de “Reflexões sobre o estudo do Direito”, Ed. Komedi, 2007

 

 

Conheça a TV 247

Mais de Blog

Ao vivo na TV 247 Youtube 247