Ricardo Mezavila avatar

Ricardo Mezavila

Escritor, Pós-graduado em Ciência Política, com atuação nos movimentos sociais no Rio de Janeiro.

469 artigos

AI Gemini

Resumo premium do artigo

Exclusivo para assinantes

Síntese jornalística com foco no essencial, em segundos, para leitura rápida e objetiva.

Fazer login
HOME > blog

Candidatos a prefeito do Rio: De político de cativeiro a presidente de clube

A campanha começou em clima de pandemia e com a presença pouco sutil da milícia nos conhecidos currais eleitorais

O primeiro debate dos candidatos à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, a mais importante capital cultural do país, realizado dia 1º de outubro pela Band Rio, trouxe uma diversidade interessante para o eleitor. Dos quatorze candidatos, quatro concorreram mais de uma vez, dois foram candidatos a vice em outras eleições e oito são estreantes. 

O atual prefeito Marcelo Crivella, do Republicanos, concorre com a sombra do impeachment que o persegue na ALERJ. O prefeito dos ‘guardiões’, usou de extrema baixaria e mau gosto quando insinuou que, caso a candidata do PSOL Renata Souza, seja eleita, as crianças receberiam kit gay e seriam estimuladas ao uso de drogas nas escolas. 

O ex-prefeito Eduardo Paes, do DEM, dividiu com Crivella a preferência dos outros candidatos para debaterem no palco.  Eduardo foi o prefeito da Copa do Mundo e da Olimpíada, realizou obras importantes, principalmente nas vias públicas. Paes tem sua imagem associada ao ex-governador Sérgio Cabral, que está preso. 

A candidata do PT, Benedita da Silva, tem em seu currículo cargos como vereadora, deputada, senadora, ministra, secretária de estado, vice-governadora e governadora. É uma trajetória significativa, principalmente pelas dificuldades sociais históricas que mulheres, negras e faveladas são submetidas por uma sociedade hipócrita e escravagista. 

Entre os oito candidatos debutantes, temos um ex-nadador bolsonarista, Luiz Lima do PSL; Uma ex-juíza, Glória Heloíza do PSC, partido do pastor Everaldo, preso em operação contra desvios de verbas na saúde, a candidata é apadrinhada do governador afastado Wilson Witzel; Um candidato criado em cativeiro, Paulo Messina do MDB, solto em época de eleição; Um ex-presidente do Flamengo, Bandeira de Melo da REDE; Fred Luz do Novo, ligado à iniciativa privada. 

Também estiveram presentes as candidatas Clarissa Garotinho do Pros e Marta Rocha do PDT, que são bastante conhecidas pelos eleitores da capital do Rio de Janeiro. 

Os candidatos Cyro Garcia e Henrique Simonard do PSTU e PCO respectivamente, ficaram fora do debate, assim como a candidata Suêd do PMB, atendendo a um critério antidemocrático e injusto.  

Com isso ficamos sem ouvir Cyro Garcia que, se não tem muita chance, tem conteúdo. A campanha começou em clima de pandemia e com a presença pouco sutil da milícia nos conhecidos currais eleitorais. 

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.