Candidatura de Lula, um acerto espetacular do PT, cresce com as injustiças

O jornalista Mauro Lopes, editor 247 afirma que os fatos do último domingo confirmam o acerto da decisão do PT de lançar e sustentar a candidatura de Lula contra toda a campanha da direita e de vários segmentos da esquerda; "Da cadeia, ele e o que acontece ao seu redor dão o ritmo do Brasil." O fato, escreve, é que "o país todo (a esquerda e a direita) tem olhos e ouvidos voltados para uma pequena cela em Curitiba"

Candidatura de Lula, um acerto espetacular do PT, cresce com as injustiças
Candidatura de Lula, um acerto espetacular do PT, cresce com as injustiças (Foto: Jornalistas Livres)

Tudo o que estamos assistindo no país hoje comprova que Lula e o PT acertaram em cheio ao lançar e sustentar a candidatura do ex-presidente.

O partido -e Lula- mantiveram-se firmes:

1) contra toda a ofensiva da direita, que atacou a decisão, procurou descartar Lula deixando-o de fora das pesquisas (depois recuaram, pelo menos os institutos mais significativos), ignorando-o no noticiário e a montanha de fake news plantada diariamente anunciando que o partido estaria (isso se mantém até agora) prestes a lançar-se num "plano B" ou apoiar o candidato de outro partido.

2) contra toda a ofensiva de segmentos da esquerda, que se dividiram em dois grupos:

2.1 O grupo dos que tiveram uma análise equivocada, considerando que a estratégia do golpe de colocar Lula fora do centro da vida política nacional seria bem sucedida. Para esses, era um "suicídio" manter a candidatura de Lula, que levaria o PT para o gueto, para o isolamento e condenaria a esquerda a uma retumbante derrota em outubro. Os mesmos analistas acusaram Lula duramente de estar completamente egocentrado, olhando para seu umbigo.

2.2 O grupo dos oportunistas que na verdade desejam que a esquerda marche com Ciro Gomes, imaginando que ele poderá unificar a oposição ao golpe e fazer um governo de centro-esquerda. Esse grupo (ao qual se somam boa parte dos integrantes do primeiro) criou um "Ciro paralelo" ao do mundo real. O candidato do PDT só tem olhos para a aliança com o DEM e o centrão, ignora Lula -a ponto de soltar uma nota sobre os episódios do último domingo sem sequer esboçar a defesa do ex-presidente- e dá sinais de adesão ao programa neoliberal, tanto que ignorou solenemente a notícia da concretização da venda da Embraer.

Pois bem. O que temos hoje?

Nem é preciso falar do fracasso dos analistas e estrategistas da direita e destes segmentos da esquerda que previam que o nome de Lula iria murchar rapidamente nas pesquisas eleitorais depois da prisão, visto pelo eleitorado "realista" (na visão deles) como carta fora do baralho. Aconteceu o contrário.

E o que vimos neste domingo histórico? O país ficou com a respiração suspensa com a possibilidade de libertação de Lula: uma parte, os golpistas, desesperados ao imaginar o efeito da presença do maior líder político da história nas ruas; outra parte com o coração na boca, numa alegria contida, numa energia que atravessou o território nacional e mesmo muitos cantos do planeta, à espera.

Eles conseguiram manter Lula preso, mas foi uma derrota política retumbante para o golpe.

O país todo (a esquerda e a direita) tem olhos e ouvidos voltados para uma pequena cela em Curitiba.

Da cadeia, ele e o que acontece ao seu redor dão o ritmo do Brasil.

Imaginem se o PT tivesse baixado a guarda aos golpistas e dado ouvido ao canto da sereia de segmentos da esquerda derrotistas ou malandros e desistido da candidatura de Lula. Onde estaríamos?

O nome de Lula estará na urna eletrônica? Difícil dizer.

Mas está claro que sua candidatura carrega, neste momento, a esperança do Brasil.

O PT e ele estiveram e estão certos.

Lula lá, de novo.

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