Carta Aberta a Luiz Felipe Pondé

Sr. Luiz Felipe Pondé, na direita corporativa você não existe, não tem lugar, nem é necessário. É por isso que você se reduz à solidão do discurso doméstico e reacionário

Carta Aberta a Luiz Felipe Pondé
Carta Aberta a Luiz Felipe Pondé

Sr. Luiz Felipe Pondé

Você deve achar-se o dândi de Pernambuco. Me impressiona muito sua original estética. Quando você tem um charuto entre os dedos, parece um milionário, ou quando fuma o cachimbo, é sinceramente impressionante.

Mas, vou dizer o que penso dos personagens com o perfil de você.

A direita, como pensamento político, não existe, é esvaziada de conteúdo.

Quão sábio, desde sua honestidade intelectual enfrentará o sistema para defender os paraísos fiscais? Que pensador olhará com simpatia entregar os recursos naturais ao capital estrangeiro? Qual filósofo defenderá o endividamento com o FMI ou os genocídios da OTAN?

Os dândis do liberalismo foram deslocados pelos jovens que fazem propaganda política. Eles vendem a imagem dos políticos reacionários como se fossem um novo celular.

A direita corporativa funciona com uma máquina de pensamento único. As frases prontas, os preconceitos sociais e a mesma geopolítica que a repetem até a saciedade na Argentina, México, Chile, Brasil, Peru, etc., e em qualquer país onde os especuladores financeiros querem iniciar novos negócios.

Eles sempre dizem o mesmo, abusando da paciência dos outros, não queremos ser a Venezuela, não queremos ser populistas.

Que papel você pode ter nesse discurso brutalizado e mecânico? Esse discurso não vale nada, eles vendem o discurso nas revistas de Ricos e famosos, e a TV Globo o repete hasta o cansaço.

Sr. Luiz Felipe Pondé, Você tem que ver no YouTube um documentario de RT, chamado Dândis do Congo.

Um grupo de nativos que negam sua realidade, eles vestem roupas caras francesas e saem para passear pelas favelas. As pessoas que os veem acreditam que são pessoas chiques e importantes, mas é apenas roupa.

Sr. Pondé, na direita corporativa você não existe, não tem lugar, nem é necessário. É por isso que você se reduz à solidão do discurso doméstico e reacionário.

Você parece cultivar só preconceitos, critica a sociedade progressista como um vizinho ressentido.

Análises de você não requerem quaisquer leituras, essa voz banal se ouve nas filas dos bancos e nas cabeleiras de pessoas ricas, é a voz da fofoca da mídia.

Ou seja, você é um dândi de palavreado. Se você não carregasse em suas costas uma história de escravidão terrível e latifúndios violentos, você não seria animado apresentar-se desse jeito.

Eu ouvi em três vídeos diferentes, nos três você não disse nada.

E você sabe por que você não disse nada? Porque a visão de você é ainda é muito lisa.

Vá a um psicólogo e deixe de lado essa responsabilidade de ser um dândi da miséria.

Se você abandonar o personagem, o cachimbo e as roupas, para salvar o homem lá dentro. Todos nós entenderíamos e aceitaríamos isso naturalmente.

Porque se você continuar com essa loucura de ser o que não é, mais tarde ou mais cedo, vai reaparecer com uma peruca branca e uma jaqueta de linho e seda rococó, para fazer vídeos com sapatos de fivela e saltos nos jardins de Versalhes.

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