Carta aberta ao Professor Marco Antônio Villa

O Senhor Villa, deixe o microfone e vá dizer aos estudantes de direito que você quer extinguir o partido político que não é do seu agrado, vai lhe expor que um Habeas Corpus é um golpe

Carta aberta ao Professor Marco Antônio Villa
Carta aberta ao Professor Marco Antônio Villa

Senhor Villa, o mais desagradável de um golpe de Estado é que depois temos que continuar ouvindo o tom agudo, a voz dos infiéis aos interesses nacionais pela mídia.

Senhor Villa, eles continuam a prolongar o golpe com seu homilia desordenada, aproveitando a falta de conhecimento de parte da população, a fim de deixar as mãos livres para aqueles que estão saqueando os recursos naturais do Brasil.

Senhor Villa, um Habeas Corpus não é um golpe. Professor, de que tipo de literatura acadêmica você arrancou essa visão errática e subjetiva?

Habeas Corpus é uma medida jurídica conhecidíssima universalmente para evitar a prisão e detenção arbitrária de uma pessoa, para garantir os direitos fundamentais, como ser vivo e consciente, sendo ouvido por justiça e para conhecer e defender o que ele é acusado.

Professor Villa, esse termo vem do latim Habeas Corpus e nunca soube que a universidade brasileira o empregasse em sua literatura acadêmica como sinônimo ou equivalente de golpe.

Além disso, com esse ridículo critério, todos os juízes que executassem o Habeas Corpus seriam tratados como conspiradores e golpistas.

Um golpe de Estado foi o que fez o PSDB aliado à mídia corporativa e ao mercado financeiro. Eles fizeram um golpe montando um rito burocrático ridículo, por uma causa de corrupção desconhecida para a história e literatura dos Estados, a invenção tucana são as "pedaladas fiscais". Depois do golpe, não apenas houve muitas "pedaladas fiscais", mas executou-se um plano econômico de entrega do patrimônio nacional ao capital estrangeiro, um plano entreguista que não foi escolhido pelos brasileiros nas urnas.

Senhor Villa, você fala com algum desprezo dos petistas, ou seja, fala com desprezo de um partido que venceu quatro eleições consecutivas no Brasil e só foi impedido por um golpe.

Senhor Villa, você despreza a maioria dos brasileiros?

Um dos argumentos do Habeas Corpus de Lula foi o direito de se expressar como candidato político.

E você afirmou que qualquer um que este prisioneiro poderia reivindicar uma candidatura partidária e pedir por sua liberdade.

Pelo que entendi, para você como professor de História Lula é um ninguém, um qualquer um?

Em que lugar do mundo viveu o Senhor nos últimos anos? Em quais manuais você estudou a história recente do Brasil?

Você sabe qual é o problema com os golpistas Mr. Villa, é que seus pensamentos caóticos e erráticos só podem ser aceitos por pessoas embrutecidas, por aquele que não tem tempo para aprender as verdades mínimas.

O Senhor Villa, deixe o microfone e vai dizer aos estudantes de direito que você quer extinguir o partido político que não é do seu agrado, vai lhe expor que um Habeas Corpus é um golpe.

Lula nunca usou sua influência no sistema judicial para perseguir adversários políticos.

Um professor de história que extingue sua memória recente, clinicamente não pode ser mais professor de história.

Senhor Villa, Isso não é mais um problema ideológico, mas sim um dificuldade de saúde mental, de lucides intelectual.

Você diz que Gebran é o juiz natural, e para mim isso é ar puro. Me parece muito bom que alguém se lembre do que é um juiz natural. Porque até recentemente ninguém poderia nos dizer quem é o juiz natural do Guarujá ou do Atibaia.

Senhor Villa, ninguém sabe explicar em termos legais que é um apartamento "atribuído", dado que é um recurso argumentativo perigoso e instável para culpar alguém sem mostrar as escrituras, sem mostrar provas.

Seria bom que você, tão informado, nos explicasse onde estão as reformas no apartamento de Guarujá, pelo qual Lula foi condenado. Porque até hoje revistas frívolas de ricos e famosos tinham que roubar fotos de revistas de arquitetura para mostrar as reformas imaginárias.

Eu não sei porque você fala com ódio ou ressentimento de seus compatriotas. Não estou interessado em saber as razões psicológicas pelas quais você faz isso.

Mas você deve ter nas costas o nome de uma universidade. Estude as questões antes de enfrentá-las, porque o seu ódio raivoso não ajuda a democracia, nem fala bem dos seus educadores.

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