Carta aberta, Imprensa e sociedade



Represália e censura. 

Agora as ameaças e intimidações são contra mim?

Foi dado entrada num pedido, hoje, 22 de junho, na parte da tarde, cobrando apuração das denúncias de agressões contra jornalistas e profissionais da Imprensa, no Governo do Estado (Gabinete do Governador) e na Secretaria da Segurança Pública da Bahia. 

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Colocaremos à disposição para encontrarmos soluções conjuntas e garantias de trabalho seguro para os profissionais da Imprensa, chamando para participação e diálogo às instituições de classes constituídas  na Bahia.  

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“Reafirmo todo o meu apoio aos colegas da Imprensa por entender ser justo e certo. Informo também que venho sofrendo intimidações na tentativa de me calar e gerar constrangimento junto a ABI (Brasileira). Represália e censura? Agora as intimidações e perseguições são contra mim? Reafirmo que não iremos desistir”. O Jornalista Fábio Costa Pinto, sócio efetivo da Associação Brasileira de Imprensa –ABI, e membro do coletivo GT - Imprensa Brasil, pela Democracia e Dignidade, vem denunciando ataques sofridos por jornalistas e radialistas na Bahia.  

Vejamos:

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- Estamos dando assistência ao radialista e jornalista Davi Alves, da rádio Alvorada FM, no município de Jeremoabo, na Bahia. O radialista Davi realizava matérias sobre o uso de material da administração municipal em obra particular, quando foi agredido física e verbalmente por funcionários da secretaria de Infraestrutura do Município, em setembro de 2020. Seis meses após o crime, nenhuma resposta foi dada.

- Cobramos apuração e Justiça às perseguições e ameaças contra o repórter Bruno Wendel, do Correio, após publicação de reportagem envolvendo um policial militar suspeito de participação miliciana em extorsões e assassinatos no dia 16 de maio de 2021. Reivindicamos retratação por entendermos serem essas ações absurdas e desrespeitosas, na tentativa de intimidar o trabalho do profissional. 

- Casos como o da repórter Driele Veiga, da TV Aratu - SBT local, chamada de "idiota" pelo presidente da República depois de ser questionado sobre a postagem da foto com a mensagem "CPF Cancelado" em meio a tantas mortes por covid no Brasil, em 26 de abril 2021. O fato ocorreu durante evento de entrega de parte da duplicação da BR-101, entre Feira de Santana (BA) e a divisa  com o estado de Sergipe. E fica por isso mesmo? 

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- A fotógrafa Paula Fróes, do Jornal Correio, foi agredida verbalmente em 14 de março de 2021 durante cobertura de manifestação contra as medidas de distanciamento. O caso ocorreu no bairro da Mouraria, em Salvador. Enquanto registrava imagens do evento, a repórter foi chamada de "palhaça" e "vagabunda", entre outras ofensas, e cercada por manifestantes, simpatizantes ao governo de Bolsonaro, que queriam o fim do distanciamento social. Outro absurdo.

- Cobramos respostas ao assassinato do produtor da Record, TV Itapoan,  na Bahia, José Bonfim Pitangueira, morto com 11 tiros, a caminho do trabalho na manha do dia 09 de abril de 2021. O ataque ocorreu na rua onde José morava, no bairro da Federação, em Salvador. Até o momento nem mandante, nem executor foi preso.

-Pedimos a apuração e resposta da justiça baiana da morte do jornalista e radialista Geolino Lopes Xavier, de 44 anos, conhecido como Gel Lopes, morto a tiros, no centro de Teixeira de Freitas, extremo-sul da Bahia, no dia 27 de fevereiro de 2014, por homens não identificados. A vítima era um dos diretores do portal N3 e foi morta no interior de seu veículo. O filho de Gel, o também jornalista Joris Bento Xavier, lamenta a lentidão na elucidação do crime.

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- Caso emblemático, com repercussão internacional, foi o do jornalista Manoel Leal de Oliveira, assassinado em 14 de janeiro de 1998. Três pessoas foram acusadas pelo crime e duas foram condenadas, o ex-policial Mozart Brasil, ligado ao delegado Gilson Prata, de Salvador. Outro, Marcone Sarmento, ligado à secretária municipal Maria Alice Araújo e ao prefeito Fernando Gomes (1998). Condenado em 2003 a 18 anos de prisão. Entre muitos outros absurdos. Manoel Leal era editor e fundador do jornal A Região. Assassinado por detalhar em seu jornal, irregularidades cometidas pelo prefeito Fernando Gomes. – “Existe um pedido de reabertura do inquérito para investigar os mandantes, que está há anos no TJ da Bahia”. Afirma o filho do jornalista, o também jornalista Marcel Leal. 

- Reivindicamos proteção e justiça contra as intimidações, perseguições e ameaças de morte à jornalista, Milmara Nogueira e sua família. Milmara vem denunciando, desde 2018, o crescimento de organizações criminosas oriundas do eixo Rio/São Paulo na Bahia e no nordeste. Nos últimos dois meses a jornalista sofreu duas Fake News, anunciando sua morte. A última delas, no dia 7 de abril, (em que se comemora o Dia dos Jornalistas). No último domingo, 06 de junho de 2021, ocorreram mais ataques virtuais. Todas do mesmo site de onde se originou a Fake News com a morte da jornalista. Exigimos a apuração desses crimes contra a jornalista. 

- Recentemente, o Site “Bahia Alerta” foi invadido por hackers. O publicitário e dono do site, BAHIA ALERTA COMUNICAÇÕES, ADRIANO ROCHA WIRZ LEITE, em comunicado, acionou a equipe técnica na tentativa de buscar as providências legais para investigar e punir os autores da invasão  cibernética. Consta em boletim de ocorrência na delegacia da 14ª DT Barra-BO-21-01921 no dia 16/06/2021, em Salvador.   

Certo de que estou fazendo o meu papel de defensor no pleno exercício da Constituição.  

“venho sofrendo intimidações, na tentativa de me calar, e gerar constrangimento junto a ABI, minha casa, a casa do jornalista. Represália e censura? Reafirmo que não iremos desistir”.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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