Carta ao Ministro Ricardo Vélez

A carta do Ministro da Educação Ricardo Vélez Rodriguez destinada a todas as escolas orientando que as mesmas perfilem seus alunos para cantar o hino nacional poderia ser confundido como um ato de valorização nacional se não fosse o pedido para que após o término do hino leia-se uma mensagem do governo bolsonariano 

Carta ao Ministro Ricardo Vélez
Carta ao Ministro Ricardo Vélez (Foto: Marcelo Camargo - ABR)

A carta do Ministro da Educação Ricardo Vélez Rodriguez destinada a todas as escolas orientando que as mesmas perfilem seus alunos para cantar o hino nacional, até poderia ser confundido como um ato de valorização nacional e patriotismo se não fosse o pedido para que após o término do hino leia-se uma mensagem do governo bolsonariano e tenha como "gran finale" o slogan da "eterna" campanha presidencial.

Os diretores das escolas ainda são "orientados" a gravar o evento e enviar os vídeos para o governo.

Talvez o Ministro não saiba, mas para a filmagem de crianças e divulgação das imagens, se faz necessário a autorização de seus respectivos responsáveis.

A preocupação em praticar a propaganda do governo bolsonariano, mas parece uma tentativa de lavagem cerebral ou uma triste e infeliz imitação do período nazista em que após discursos inflamados todos eram obrigados a gritarem perfilados e com braços erguidos.

O fato é que nesses primeiros dois meses de governo nada foi feito em prol do Brasil e do povo.

Ricardo Vélez Rodriguez, ao contrário do que se espera de um Ministro da Educação está mais preocupado em polemizar do que tratar da educação.

Valorização dos profissionais da educação, combater a evasão escolar e os índices de analfabetismo, fortalecer e garantir o acesso às cadeiras universitárias para os mais pobres, são apenas alguns pontos que o Colombiano Ministro da Educação do Brasil no governo Bolsonaro devia se preocupar.

A evasão escolar assombra o Brasil, tendo como maiores causadores a dificuldade de aprendizagem, a necessidade de trabalho, que muitas vezes sobrepõe o horário escolar.

A escola deve ser a segunda casa do aluno, o lugar onde ele se sinta seguro e confiante para o futuro.

Muitos alunos não reconhecem nas aulas, nos estudos os promotores eficazes de um futuro melhor em suas vidas.

A escola diante dessa visão acaba se tornando ineficiente e estranha aos alunos que acabam optando por desistir da escola.

"Não será e nunca será através de gritos escalafobéticos que o fortaleceremos a educação e a escola".

Investimentos em tecnologias, na qualidade de ensino na valorização do professor e de todo o corpo de profissionais que lidam com a educação, são mecanismos que fortalecem e valorizam o sentimento de Estado e nação.

Senhor Ministro, sua pasta é o alicerce do país, leve à sério.

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