Carta de Luanda

As combatentes e os combatentes, quais guardiões de Lula em Curitiba e todos quantos galgaram o torrão brasileiro, para desarmadilhar as minas (fake news) demonstraram que a coluna vertebral da coerência, não se verga, nunca, pelo contrário, quanto mais se pretende o seu fim, mas da fraqueza se faz força

Carta de Luanda
Carta de Luanda (Foto: Ricardo Stuckert)

Companheira Glesi,
Companheiro Lula,
Companheiro Haddad,
Companheiros do PT,
Companheiros do 247

De Angola, torrão de África acompanhei o dia final das eleições, tal como milhões de angolanos e africanos, esperando pelo último momento da virada.

Não foi possível, cristianamente, falando, alcançar o púlpito, mas conquistaram e domaram os mares bravos, espalharando o suor, o gemer e as convicções cidadãs de milhões de brasileira(o)s.

Ante a vitória de Pirro, o mapa geografico brasileiro, alavancou a vitória da coerência, da convicção, da defesa da democracia, da igualdade e do fim da discriminação.

A vossa luta foi hercúlea em todos domínios e tivesse o 247 a mesma dimensão de outros órgãos de imprensa tradicional e tudo seria diferente. Igualmente, se os órgãos de justiça: STF e TSE tivessem higiene intelectual, respeito a Constituição e as leis, colocando-se como seus escravos e seguramente, honrariam melhor a estabilidade emocional e confiança de todos brasileiros.

Estas eleições, mostraram ao mundo haver dois sistemas de Direito, no Brasil; um para o PT e outro para os demais actores de direita. Aos primeiros, são aplicadas as leis, não visando a justiça, aos segundos vigoram as elucubrações jurídicas, num regabofe total.

A democracia está de luto, no Brasil, disse Haddad, mas, o sonho, acho, não morreu...

A utopia é hoje uma realidade...

Ver-se-a como serão os dias de amanhã, no vosso continental Brasil.

Ontem, domingo, 28.10.18, foi dia de recolhimento e angústia, mas, também, de muita satisfação pela luta brava de mulheres e homens convictos, que ante a adversidade, não atiraram a toalha ao chão, contra uma máquina diabólica que queria a extinção do PT e o assassínio político de Lula e Haddad.

Ledo engano!

Companheir(a)os

A covardia levada ao pedestal, não é meritória, lembrem-se do cágado em cima de uma árvore... já a coragem de enfrentar uma máquina destruidora e diabolizante, sem as mesmas armas de arremesso é relevantissimo!

As combatentes e os combatentes, quais guardiões de Lula em Curitiba e todos quantos galgaram o torrão brasileiro, para desarmadilhar as minas (fake news) demonstraram que a coluna vertebral da coerência, não se verga, nunca, pelo contrário, quanto mais se pretende o seu fim, mas da fraqueza se faz força e, tal como Fênix, o PT, Lula e o Haddad ressuscitaram das cinzas e, mantiveram o Partido dos Trabalhadores, como a maior força política, imprescindível, para qualquer governação. Mesmo a da extrema direita.

Os riscos da ditadura, têm já marcas de sangue; no Rio de Janeiro e na Baía, que não devem ser descuradas.
Entretanto, ela (marca de sangue), que já assassinou vidas inocentes, deve servir de antídoto, catalisador, para cada brasileira e brasileiro democrático, não abdicar de lutar em prole da cidadania e de um Brasil, mais igual e de todos, sem os porões do "final da praia", onde se assassinava, quem pensasse diferente, em 1964, ditadura militar.

Exijam o respeito pela laicidade constitucional do Estado, contrária a existência de partidos e igrejas armadas ou que façam apologia bélica.

Não deixem que as forças radicais sejam capazes de implantar um sistema, com capacidade de incubar a democracia, matando os seus caboucos. É preciso não desistir da resistência, unidade, soberania e riquezas do Brasil, tão cobiçadas.

As novas eleições devem, para os homens de esquerda e democráticos, começar no dia 29.10.18, na esperança de se lançarem já, as sementes, de uma nova aurora, em 2022.

Bem-haja a todas e todos.

Luanda, 29 de Outubro de 2018
William Tonet

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