Censura silenciada

Foram inúmeras as manifestações de solidariedade à minha decisão de entregar o cargo na UFPE, o que é muito mais importante para a defesa da democracia e dos direitos humanos, de denúncia daquilo que a administração central da universidade insiste em não nomear: CENSURA!

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Em memória de Manoel Maurício de Albuquerque, voz silenciada pela ditadura instaurada no Brasil num 31 de março que nunca há de ser celebrado.

Passados onze dias da solicitação feita pelo Magnífico Reitor da Universidade Federal de Pernambuco de retirada da referência ao nome do Excelentíssimo Presidente da República do vídeo produzido pela coordenação de jornalismo da TV Universitária do Recife – vídeo que procurava, apenas e tão somente, conscientizar a população sobre a  urgência da adoção das medidas de isolamento social dentro do cenário de explosão dos números de contaminação e mortes por Covid-19 em todo território nacional –, foram inúmeras as manifestações de solidariedade à minha decisão de entregar o cargo de diretor do Núcleo de TV e Rádios Universitárias e, o que é muito mais importante para a defesa da democracia e dos direitos humanos, de denúncia daquilo que a administração central da universidade insiste em não nomear: CENSURA!

Sindicato dos Jornalistas, Sindicato dos Servidores do Judiciário, Sindicato dos Trabalhadores da UFPE, Diretório Central dos Estudantes da UFPE, Oposição Sindical da Associação dos Docentes da UFPE, Associação dos Docentes da Universidade de Pernambuco, Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco posicionaram-se publicamente, bem como grupos de professores e servidores de várias instituições de ensino superior. 

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Porém, mimetizando o silêncio da administração central da UFPE (que, como abordei no artigo “Com a censura, não há diálogo!”, se limitou a responsabilizar o censurado por ter sofrido a censura, sem fazer uso das sete letras que dão significado ao ato de violação da liberdade de expressão e imprensa), o sindicato ao qual sou filiado há quase dezessete anos também emudeceu por completo. 

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Num lance de surrealismo político, no qual o sonho vai perdendo espaço para o pesadelo, vivo a incômoda situação de ver-me, nesse 31 de março de triste memória, representado “de fato” por organizações que, a rigor, não me representam “formal e legalmente” no plano sindical – uma sensação desconfortável tendo em vista o céu cada vez mais acinzentado que paira sobre as cabeças daqueles e daquelas que insistem em não silenciar diante da censura.

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ps. caso a direção do sindicato queira dialogar com este filiado que, para alguns, é um “marxista radical” e, para outros, um “pós-moderno conservador”, estarei sempre disponível. Meus dados cadastrais encontram-se atualizados.

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