Chapolin Colorado

"Juan Guaidó está mais ou menos naquela situação do 'José' do Drummond: sem passaporte, sem agenda, sem apoio, sem discurso. A luz apagou. A noite esfriou. Todos o abandonaram", diz Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia; "Guaidó achava que era o novo Simón Bolívar, mas está mais para Chapolin Colorado"

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Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia

Juan Guaidó está mais ou menos naquela situação do "José" do Drummond: sem passaporte, sem agenda, sem apoio, sem discurso. A luz apagou. A noite esfriou. Todos o abandonaram.
Ele caiu na sua própria cilada: saiu da Venezuela ilegalmente, tanto porque a Justiça o proibira de deixar o país onde teria que explicar sua auto-proclamação presidencial como porque atravessou uma fronteira bloqueada. Confessou ter usado roupas camufladas. Saiu pela porta dos fundos. Montou uma cilada para ele mesmo.

Botou na cabeça que voltaria à Venezuela em triunfo a bordo das 17 jamantas que iriam matar a fome de 30 milhões de venezuelanos. Apesar de saber que Maduro bloqueara a fronteira. Como ele imaginava entrar? Disparando tiros? Duelando com o exército bolivariano?

O fracasso da operação – só um babaca apostaria no sucesso – deixou Guaidó sem pai nem mãe. Seus aliados americanos já perceberam que ele não vai derrubar Maduro e já o puseram a escanteio. Como um cachorro abandonado, correu para os braços de Bolsonaro, que não sabe o que fazer com a batata quente que Ernesto Araújo pôs na sua mesa.

Guaidó achava que era o novo Simón Bolívar, mas está mais para Chapolin Colorado.

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