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Valéria Guerra Reiter

Escritora, historiadora, atriz, diretora teatral, professora e colunista

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Chora Bahia, chora Brasil

Todos choramos diante de tais sectárias injustiças.

Mãe Bernadete (Foto: Reprodução/Instagram)

  Os corpos continuam caindo dentro da panaceia nacional, que apesar da mudança de ares, ainda mantém viva a chama do autoritarismo que golpeia às “minorias”, ou seja, golpeia à diversidade. Infelizmente, ainda sobrevive enraizada: a malignidade da Casa Grande e da  Senzala.

 A cultura e a religiosidade regional e social, que figura do Oiapoque ao Chuí, não são respeitadas como direitos humanos. A morte da mãe de santo e líder quilombola   Bernadete Pacífico   demonstra claramente que nossa sociedade está corrompida por um ranço escravocrata e imperialista  de desrespeito aos indivíduos.

 A liberdade e a igualdade do ser humano cada vez mais se esvai no seio de uma população que sob a égide de uma herdada colonialidade tornou-se serva do descaso nacional. A nação verdadeira ainda não emergiu do caos da desigualdade...

“Minha família está sendo perseguida. Em 2017, meu irmão foi assassinado da mesma forma e ontem minha mãe foi executada enquanto estava com seus três netos. Queria saber o que a gente fez para esse povo. Não sabia que fazer o bem contraria tanto as elites".

  A fala acima é de um dos filhos da líder quilombola Bernadete Pacífico, assassinada no último dia 17 de agosto.  A avó e mãe, também perdeu outro filho em 2017, eliminado.

Todos choramos diante de tais sectárias injustiças.

#ValReiterjornalismohistórico 

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.