Ciência política não é religião

Os absurdos cometidos diariamente movimentam o poder para um cataclismo social sem precedentes. A criatura bípede que circula com o título de presidente deve ser cancelada com urgência, não há conciliação entre as literaturas de todas as ciências que consiga minimizar o estrago deliberado promovido por esse governo, seus financiadores e seus defensores

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A ciência política é o estudo das estruturas que pautam as regras de convívio entre as pessoas, dedica-se a entender as noções de Estado, governo e organização política, assim como outras instituições que interferem nesta  organização, como as igrejas, ONGs e o mercado em geral. 

Uma corrente teórica defende e restringe o estudo da ciência política exclusivamente ao Estado, enquanto outra amplia o objeto de estudo e defende que o poder, em geral, é que deve ser estudado. 

A ciência política se encarrega de prover intelectualmente os meios de ação do homem e das instituições que participam da sociedade, entendo-os e estabelecendo normas para o funcionamento das instituições sociais, da economia, do Estado e do sistema jurídico. 

A situação política, jurídica e social do Brasil remete a uma nova teoria sobre ciência política, a que não consegue separar a análise científica daquilo que incomoda. 

Analisando a conjuntura política atual, desde que não conflite com a opinião de quem paga o seu salário, caso de Alexandre Garcia e outros, fica impossível ouvir uma música do Lobão, por exemplo, e cantarolar; Não tem como assistir uma partida da seleção de vôlei e não torcer para que saia derrotada, ou olhar para Regina Duarte e não considera-la canastrona. 

Ciência política não é religião, que foi criada para apascentar e resignar os sofrimentos. A situação brasileira na atualidade não pode ser entendida sob os mecanismos de Maquiavel e Hobbes somente, é preciso transpirar bílis sem usar desodorante. 

As obras de pensadores, filósofos e sociólogos como Marx, Durkheim, Montesquieu e Comte, não explicam a tirania midiática que transformou cidadãos em robôs, não as máquinas que reduziram a necessidade da mão humana e roubaram nossos empregos, mas os espectros que se apropriaram de forma beligerante do comportamento armistício de grande parte de nós. 

Os absurdos cometidos diariamente movimentam o poder para um cataclismo social sem precedentes. A criatura bípede que circula com o título de presidente deve ser cancelada com urgência, não há conciliação entre as literaturas de todas as ciências que consiga minimizar o estrago deliberado promovido por esse governo, seus financiadores e seus defensores. 

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