Collor, Renan, a arte da evidência e da sobrevivência

Sobreviventes da política e extremamente experientes por tudo aquilo já vivenciaram, ambos conhecem a arte da sobrevivência e da evidência de uma atividade em que suas ações e atitudes são constantemente julgadas e investigadas

Sobreviventes da política e extremamente experientes por tudo aquilo já vivenciaram, ambos conhecem a arte da sobrevivência e da evidência de uma atividade em que suas ações e atitudes são constantemente julgadas e investigadas
Sobreviventes da política e extremamente experientes por tudo aquilo já vivenciaram, ambos conhecem a arte da sobrevivência e da evidência de uma atividade em que suas ações e atitudes são constantemente julgadas e investigadas (Foto: Voney Malta)

Os senadores alagoanos Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor (PTB) já conheceram o céu e o inferno da política. Sabem como poucos o que é cair e levantar, o auge e a ruína. Ocupar os postos máximos da política não é o mais difícil. Complicado é perdê-los, viver o ocaso e a solidão que as perdas de um mandato e do poder impõem. Histórias que todos nós conhecemos.

Sobreviventes da política e extremamente experientes por tudo aquilo já vivenciaram, ambos conhecem a arte da sobrevivência e da evidência de uma atividade em que suas ações e atitudes são constantemente julgadas e investigadas.

Sabem com exatidão o momento certo do ataque, da defesa e, especialmente, da composição com adversários, ex-aliados e novos aliados. Por isso, também, conseguem manter-se por décadas como personagens influentes da política local e nacional.

Mas além de saber sobreviver é preciso saber estar em evidência. O presidente do Senado busca demonstrar um distanciamento e uma independência do governo petista. Sabe ele, calculadamente, que este é momento exato de desvincular a sua imagem de um governo extremamente mal avaliado. Discursa e age concretamente dessa forma.

Exemplo recente, entre tantos, ocorreu ao anunciar que vai propor uma Emenda Constitucional para criar, no Legislativo, a Autoridade Fiscal Independente. Esse órgão irá acompanhar a execução da política fiscal do Executivo. E justifica: "Uma pessoa com mandato, para fazer uma fiscalização permanente, um acompanhamento durante a execução da política fiscal. Para não acontecer essas coisas que estamos tendo que conviver, pedalada... O papel do Legislativo é fiscalizar, e é dentro desse espírito que vamos fazer a proposta".

Collor, por sua vez, votou contra o que chamou de propostas que trariam prejuízos aos trabalhadores e discursou justificando o seu posicionamento contrário ao governo que apoia. E como poucos, agora maduro, desenvolveu ainda mais a capacidade de perceber o que o eleitor quer e o que pensa da atividade política.

Escolhido para integrar a comissão especial do Senado que vai discutir propostas de reforma política para o País, o petebista vai debater com os demais senadores propostas por ele apresentadas, inclusive, um detalhado estudo confeccionado pelo parlamentar que recebeu 79% de apoio popular ao ser apresentado aos eleitores durante uma pesquisa realizada pelo DataSenado. Ou seja, antes buscou saber o pensamento popular.

Sobrevivência e evidência significam superar adversidades, disputar as atenções, ocupar espaço e construir possibilidades de seguir um novo rumo.

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