Com margem para derreter
A margem de derretimento do candidato Flávio Bolsonaro é grande, enorme, diria até incontornável
Quando a propaganda eleitoral oficial começar, em 16 de agosto, início do horário eleitoral gratuito, o candidato do PL - Flávio Bolsonaro - que, segundo a pesquisa Genial/Quaest, lidera dentro da margem de erro o segundo turno, terá derretido, acredito, pelo menos dez por cento.
O Presidente Lula, candidato o PT à reeleição, estará em situação confortável para emplacar seu quarto mandato. Essa análise está baseada na falta de informação que o eleitorado, não bolsonarista, tem de Flávio.
O marketing eleitoral de Lula tem em mãos um arsenal contra o candidato do PL. O caso das ‘rachadinhas’ é a acusação mais conhecida. Segundo investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro, assessores devolviam parte dos seus salários ao gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro;
O caso das ‘rachadinhas’ evoluiu para a ‘lavagem de dinheiro’, onde há suspeita de que os valores obtidos foram utilizados para a compra de imóveis e movimentações financeiras atípicas;
O caso da “lavagem de dinheiro’ acendeu o alerta e, relatórios do COAF, apontaram transações consideradas foras do padrão.
Uma das revelações mais chocantes para quem ainda não teve acesso ao submundo bolsonarista, com certeza, são as conexões indiretas com a milícia. A relação próxima com o chefe do escritório do crime, Adriano Magalhães da Nóbrega, morto na Bahia em uma operação típica de ‘queima de arquivo’.
Flávio condecorou Adriano com a Medalha Tiradentes, a maior honraria da Assembleia Legislativa do Rio, além de nomear como assessoras em seu gabinete, a mãe e a ex-mulher do notório assassino.
Alguns desses casos foram anulados quando Jair Bolsonaro era presidente e influenciava decisões judiciais, outros seguem em andamento na justiça e podem vir à tona assim que o atual senador e candidato saia derrotado e fique sem mandato.
Considerando todos esses fatos, a margem de derretimento do candidato Flávio Bolsonaro é grande, enorme, diria até incontornável.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.
