Com um boi de piranha por dia, o governo vai atravessando a boiada

Com um boi de piranha por dia, o governo vai atravessando a boiada, vai comprando apoio no Congresso, manobrando a privatização da Petrobrás, fortalecendo sua base titubeante, ‘incendiando’ as provas esfumaçando o peso de sua culpa e debochando da nossa cara. Nessa onda, periga Queiroz aproveitar e passar também

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Desde que Fabrício Queiroz foi preso, em 18 de junho, na casa do advogado Frederick Wassef em Atibaia, o presidente Jair Bolsonaro tem adotado postura reservada e menos verborrágica.

Evidente que Bolsonaro está acuado com a possibilidade de as investigações sobre corrupção, tratada carinhosamente por nós como ‘rachadinha’, avançarem sobre seus filhos Carlos e Flávio, e contra ele próprio. Flávio depôs, pela primeira vez ontem no MP, por vídeo, você sabia?

A estratégia de criar factoides para desviar a atenção de seu desastroso e criminoso governo é uma atitude covarde, mas que vem se mostrando assertiva. Ficamos com uma trena medindo as palavras de Bolsonaro, mas esquecemos de contar quantos dias sem resposta sobre quem foi o mandante da execução de Marielle.

Os escândalos da prisão de Queiroz, a fuga de sua esposa Márcia, que está com prisão preventiva decretada, assim como o envolvimento de Wassef nas entranhas do submundo dos Bolsonaro, se tornaram irrelevantes diante de uma suposta infecção do presidente pelo coronavírus.

Quando todos pensam que o fim da linha está próximo, que “dessa vez não tem saída”, “é batom na cueca”, como muitos dizem, o sujeito consegue dar a volta por cima dizendo que está com Covid, grava uma propaganda tomando placebo, se diz curado, solta a peculiar risada e recomenda ‘veneno’. É um gênio!

Blefando e pautando a mídia diariamente com delírios, a população fica como na música 'Depois das dez', cantada por Simone, “ardem mas tudo bem, não faz mal a ninguém’. E assim Bolsonaro consegue normalizar o absurdo flertando com o folclore e com a chanchada.

Com um boi de piranha por dia, o governo vai atravessando a boiada, vai comprando apoio no Congresso, manobrando a privatização da Petrobrás, fortalecendo sua base titubeante, ‘incendiando’ as provas esfumaçando o peso de sua culpa e debochando da nossa cara. Nessa onda, periga Queiroz aproveitar e passar também.

Como em propaganda de desodorante, diz: -´” Eu confio na hidroxicloroquina, e você?". Daqui a pouco a mídia vai divulgar pesquisa sobre quantos confiam ou não.

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