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Ricardo Mezavila

Escritor, Pós-graduado em Ciência Política, com atuação nos movimentos sociais no Rio de Janeiro.

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Combatendo o fanatismo bolsonarista

Jair Bolsonaro tem uma personalidade sombria que se alimenta quando contraria o bom senso, quando é vaiado e criticado pelos intelectuais e aplaudido por aqueles que ficam no cercadinho esperando uma patada e um coice nos jornalistas

Combatendo o fanatismo bolsonarista (Foto: Alan Santos - PR)

Para combater o fanatismo bolsonarista, primeiro temos que aceitar que ele existe, está em crescimento e que não podemos trata-lo só como deboche, mesmo que às vezes não nos reste outra alternativa. Jair Bolsonaro tem uma personalidade sombria que se alimenta quando contraria o bom senso, quando é vaiado e criticado pelos intelectuais e aplaudido por aqueles que ficam no cercadinho esperando uma patada e um coice nos jornalistas.

Outro relevante braço do fanatismo bolsonarista é o apoio dos pastores e suas fiéis ovelhas seladas e carimbadas, que polinizam o fanatismo pentecostal abusivo e cego em comunhão com o fanatismo político fascista, que reside no interesse do capital evangélico.

Portanto, não adianta falar para um fanático que Bolsonaro é misógino, homofóbico e fascista, porque ele o apoia justamente por isso; que ele é inepto e despreparado, porque eles pouco se importam com qualidade e, o pior, dizer que ele é corrupto, porque para os fanáticos o PT quebrou o Brasil.

É impossível convencer um fanático bolsonarista no campo político, porque para ele todos os políticos são ladrões, principalmente os ‘comunistas’, enquanto Bolsonaro é o novo, o político imaculado. Para eles, Lula e o PT distribuíram dinheiro em Cuba e Venezuela, mantém relações perigosas com as FARCS na Colômbia e o PCC no Brasil, e o Foro de São Paulo seria para criar a URSAL (União das Repúblicas Socialistas da América Latina).

Para convencer um fanático bolsonarista, é preciso comparar os governos Lula e Dilma com os governos anteriores e os posteriores, mostrar a evolução do PIB, dos investimentos em educação e saúde, as taxas de desemprego. É preciso convencê-lo de que ele está mais pobre, com menos direitos, que o desemprego é iminente, que seus filhos não estudarão em universidades públicas de qualidade, que não há perspectivas.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.