Como a guerra da Comunicação desfavorável ao Governo e ao PT sustenta clima de crise e derrotas

De fato, extrapolou a premissa e realidade na qual 5 famílias detêm o comando (oligopólio) dos veículos em cultura e sistema proporcional nos estados. Não dá mais para se ter esta constatação em práxis econômica

De fato, extrapolou a premissa e realidade na qual 5 famílias detêm o comando (oligopólio) dos veículos em cultura e sistema proporcional nos estados. Não dá mais para se ter esta constatação em práxis econômica
De fato, extrapolou a premissa e realidade na qual 5 famílias detêm o comando (oligopólio) dos veículos em cultura e sistema proporcional nos estados. Não dá mais para se ter esta constatação em práxis econômica (Foto: Walter Santos)

À margem e/ou no paralelo ao enfrentamento político sustentado na conjuntura pela Oposição e por setores do Judiciário, Ministério Público Federal, TCU, etc, como que numa grande orquestração de foco definido, ainda há que se entender, ao mesmo tempo rejeitar, a ação parcial e determinadamente oposicionista da Mídia Nacional na manutenção de noticiário seletivo e focado na desconstrução do Governo Dilma, do ex-presidente Lula, do PT e seu significado gerando a mais consistente campanha de setores organizados da sociedade contra uma estrutura partidária no Pode Central do Brasil. Neste cenário sofrem todos, o Governo, a sociedade, os diversos Poderes e a própria Midia convivendo com a mais forte crise de sua história.

Em plena quinta-feira de queda na temperatura do Sudeste e do Sul do País com pancadas de chuvas no Nordeste, o tratamento da Mídia ao pedido de "habeas corpus" orquestrado por um cidadão em Campina, mas concebido como ação do ex-presidente Lula, algo não acontecido, na proporção inversa do que a mesma Imprensa tratou a punição a executivos envolvidos em propinas no escândalo do Trensalão em São Paulo – ligado ao PSDB, eis que o noticiário ficou escondido na cobertura geral, sem abordagem de escândalo.

Como isso se dá? É simples de responder: os assuntos do PT invariavelmente se transformam em manchetes garrafais (Fonte maiúsculas), já os do PSDB se escondem no noticiário geral também ocultando-se a imagem dos tucanos atingidos.

São dois tratamentos antagônicos, ambos politizados e conduzidos por veículos como a Folha, Rede Globo, Veja, etc – grupos esses que resolveram afastarem-se completamente do principio básico do Jornalismo sadio passando comumente pela consulta a todos os atores envolvidos sempre recomendando-se ouvir-se e garantir o contra-ponto, algo há tempo rasgado pelas novas diretrizes desses órgãos de comunicação.

CRISE E DESCONSTRUÇÃO VEM DESDE GUSHIKEN

As entidades democráticas, tipo OAB, ABI, Fenaj, etc, nem precisam necessariamente saber e/ou estudar causas e efeitos desta grave crise porque passa a Imprensa brasileira estendendo-se aos veículos poderosos na relação com Governo Federal, Lula e o PT, mas o ódio e enfrentamento aos Governos petistas se registram na verdade desde 2003 quando o ex-presidente petista se elegeu e, em sua gestão, o ex-deputado federal Luiz Gushiken, entrou no alvo da Mídia por defender a democratização dos recursos de publicidade no País.

As cifras são fáceis de entender: até 2002, no Governo FHC, eram apenas 192 empresas em todo País a mexer com a verba publicitária do Governo Federal. Lula saiu do governo com mais de 5 mil empresas e, agora com Dilma, passam de 8 mil empresas.

É em parte este cenário publicitário implantado relativamente pelo Governo do PT que selou uma ira e ódio sem fim de grandes empresários da comunicação, a maioria monopolizando. Tratamos de relatividade porque durante os anos seguintes, a SECOM nunca deixou de adotar o critério técnico de audiência para contratar serviços até dos veículos que fazem campanha sistemática contra o Governo.

O QUE FAZER DIANTE DA CRISE AGUÇADA?

Ao Governo é dado o papel de se posicionar como vem fazendo até a presente data de não retaliar nenhum profissional nem estrutura midiática, mesmo assim a nova fase de Edinho Silva precisa deslanchar de vez, no mínimo, a "guerra de convencimento comercial" para garantir no mínimo o contra-ponto dos governistas.

Há, ainda, que manter o diálogo mesmo por menor que seja sabendo que não vai tirar de pauta a decisão acordada entre os veículos de comunicação de peitar e querer tirar o Governo Dilma do mandato e do sério.

Mas precisa ter coragem e bom senso para chamar a sociedade ao debate sobre normatização da Mídia, que passou a ser chamada de política de censura do Governo, algo inexistente na prática, precisando ser convocada pela ótica econômica –e somente só, pois precisamos adotar no Brasil o que já acontece nos países civilizados.

De fato, extrapolou a premissa e realidade na qual 5 famílias detêm o comando (oligopólio) dos veículos em cultura e sistema proporcional nos estados. Não dá mais para se ter esta constatação em práxis econômica.

Daí, além do diálogo infrutífero até agora, o Governo precisa conversar com quem pode gerar relacionamento altivo, de elevado nível, mas para colocar os trilhos no eixo precisa conviver com a democratização dos meios e da verba publicitária.

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