Como tudo que parece sólido, golpe se desmancha

"Pode parecer paradoxal, mas quanto mais se aproxima o dia D do impeachment (amanhã, é o que se diz), depois de dez meses de insistência do PSDB, mais a tese se desmancha no ar, como tudo que é (ou parecia ser) sólido", escreve Alex Solnik, lembrando que "não há mais movimento 'nas ruas', panelas pararam de bater e à medida que escorrem os dias, mais claro fica que não há motivo"; para o jornalista, mesmo que houvesse, também importa quem encaminha o impeachment; "Numa democracia ninguém pode levar a sério um processo de impeachment encaminhado por um presidente da Câmara que, ao contrário de Ibsen Pinheiro (foto ao centro), em 1992, não tem respeitabilidade nem apreço nem dos seus pares nem da nação e só não caiu ainda porque a política tem razões que a própria razão desconhece"

"Pode parecer paradoxal, mas quanto mais se aproxima o dia D do impeachment (amanhã, é o que se diz), depois de dez meses de insistência do PSDB, mais a tese se desmancha no ar, como tudo que é (ou parecia ser) sólido", escreve Alex Solnik, lembrando que "não há mais movimento 'nas ruas', panelas pararam de bater e à medida que escorrem os dias, mais claro fica que não há motivo"; para o jornalista, mesmo que houvesse, também importa quem encaminha o impeachment; "Numa democracia ninguém pode levar a sério um processo de impeachment encaminhado por um presidente da Câmara que, ao contrário de Ibsen Pinheiro (foto ao centro), em 1992, não tem respeitabilidade nem apreço nem dos seus pares nem da nação e só não caiu ainda porque a política tem razões que a própria razão desconhece"
"Pode parecer paradoxal, mas quanto mais se aproxima o dia D do impeachment (amanhã, é o que se diz), depois de dez meses de insistência do PSDB, mais a tese se desmancha no ar, como tudo que é (ou parecia ser) sólido", escreve Alex Solnik, lembrando que "não há mais movimento 'nas ruas', panelas pararam de bater e à medida que escorrem os dias, mais claro fica que não há motivo"; para o jornalista, mesmo que houvesse, também importa quem encaminha o impeachment; "Numa democracia ninguém pode levar a sério um processo de impeachment encaminhado por um presidente da Câmara que, ao contrário de Ibsen Pinheiro (foto ao centro), em 1992, não tem respeitabilidade nem apreço nem dos seus pares nem da nação e só não caiu ainda porque a política tem razões que a própria razão desconhece" (Foto: Alex Solnik)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Pode parecer paradoxal, mas quanto mais se aproxima o dia D do impeachment (amanhã, é o que se diz), depois de dez meses de insistência do PSDB, mais a tese do impeachment se desmancha no ar, como tudo que é (ou parecia ser) sólido.

Não há mais movimento "nas ruas". As panelas pararam de bater. À medida que escorrem os dias, mais claro fica que não há motivo. Outro dia o insuspeito ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, que nunca economizou críticas ácidas ao PT, avisou que impeachment é para casos em que o presidente comete o crime, ele diretamente, não através de terceiros, e Dilma não cometeu crime algum, além de glorificar a mandioca e fazer blague com estocagem de vento que foi levada a sério por opositores empedernidos.

Não há crime, não há impeachment – essa ideia vai se cristalizando nas cabeças dos brasileiros de vários setores e pensamentos. Há dois dias foi Delfim Netto. Chamou, com o sarcasmo habitual, as tratativas do impeachment de "golpezinho". E, cá entre nós, de golpe ele entende.

Ausente o motivo principal – não há crime –, a tese cai por terra. Mas ainda que houvesse, ainda que a presidente tivesse cometido malfeito que não cometeu, também importa quem encaminha o impeachment. Em 1992, quem deu o pontapé inicial do único processo de impeachment havido no Brasil foi um presidente da Câmara dos Deputados acima de qualquer suspeita e respeitado nacionalmente, chamado Ibsen Pinheiro.

A seguir também foi cassado, mas essa é uma outra história. O que eu quero dizer é que numa democracia ninguém pode levar a sério um processo de impeachment encaminhado por um presidente da Câmara que, ao contrário do Ibsen de 1992, não tem respeitabilidade nem apreço nem dos seus pares nem da nação e só não caiu ainda porque a política tem razões que a própria razão desconhece.

A ele são imputados crimes os mais variados – e como alguém com esse retrospecto pode abrir processo contra alguém que não cometeu crime algum? O impeachment só serve para quem precisa de impeachment. E não é o Brasil.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como:

• Cartão de crédito na plataforma Vindi: acesse este link

• Boleto ou transferência bancária: enviar email para [email protected]

• Seja membro no Youtube: acesse este link

• Transferência pelo Paypal: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Patreon: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Catarse: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Apoia-se: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Vakinha: acesse este link

Inscreva-se também na TV 247, siga-nos no Twitter, no Facebook e no Instagram. Conheça também nossa livraria, receba a nossa newsletter e ative o sininho vermelho para as notificações.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247