Conflito Israel/Palestina. Hora de solidariedade e não de hipocrisia
Nada justifica uma guerra. Dito isso, temos que entender que não existe lado certo
Sempre afirmo que em conflitos ou guerras armadas, os dois lados estão errados. Principalmente neste conflito entre Israel e Hamas. Nada justifica uma guerra. Dito isso, temos que entender que não existe lado certo. A mídia ocidental, que apoia Israel, coloca a torcida pelo país, enquanto culpam a Palestina e não o Hamas. Esse é um conflito milenar, que se intensificaram nos últimos 75 anos, desde o tempo que houve intervenção internacional e dividir o Estado para os dois lados, porém, Jerusalém é o foco para três grupos religiosos. A melhor forma é entender o conflito e ajudar a população dos dois países, que é a que mais sofre mais uma vez, com a decisão de poucos.
Começou desde sábado, uma tentativa de abarcar suporte emocional para Israel, quando foi lançadas bombas na manhã de sábado, pelo Hamas, e não pelo governo Palestino. Hamas é um grupo armado militar islamista palestino, sunita, pelas Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, fixados em Gaza. É feita uma falsa simetria entre esse grupo e o Estado de Israel, que possui uma das maiores armadas militares depois dos Estados Unidos. Estranhamente, o serviço secreto Israelense, um dos melhores do mundo, falhou no serviço de segurança que é altamente avançado, para um ataque terrorista de um grupo militar mais vigiado. Tal qual as teorias que se desenvolveram em como foi possível o ataque de 11 de setembro, nos Estados Unidos, que possibilitaram a invasão em países como Afeganistão e Kwuait, existem rumores que algo parecido foi feito para legitimar um ataque para dizimar a Palestina de vez e tornar Netanyahu, um homem forte, através dessa resposta violenta em todos os níveis.
Todas as mortes, dos dois lados, devem ser lamentadas e os feridos, precisam de atendimento. O conflito é político. Benjamin Netanyahu está enfraquecido. Seu governo de extrema direita acabou com direitos civis e ataca seu Supremo Tribunal Federal, querendo governar numa autocracia. Do outro lado, a Palestina também está enfraquecida na liga árabe e o Fatah, que controla a autoridade palestina, está sem credibilidade. O que Israel viu nos ataques civis, a Palestina vê praticamente todos os dias e nunca são apoiados por nenhum país ocidental.
Até então, além dos ataques constantes e anexação de territórios palestinos por israelenses, o chamado Nakba, o território de Gaza é um território palestino, cercado por muros, onde não se pode sair ou entrar sem a autorização de Israel, também controla gás, água, internet, luz, que já foram cortados nesse momento, com uma população paupérrima. A população depende de apoios e doações, que também foram cortados agora. Não existem possibilidades através do ar ou mar, pois o exército Israelense consegue interceptar com assertividade. Uma população desesperada, como no vídeo da cena de tratores derrubando cercas Israelenses, tentando se livrar dessa realidade de prisão autorizada pelo mundo.
Por outro lado, o Hamas, um grupo certamente terrorista, que não possuem civilidade e não aceitam nenhuma proposta de paz. Querem tomar o território de volta à força. Evidentemente, que virão à tona, todas as atrocidades cometidas por esse grupo. Existe um fim político e com vítimas civis até para seus conterrâneos. Também tem o objetivo de obter audiência, seja para mostrar sua realidade, seja para demonstrar sua força tal qual David contra Golias. Muitos civis foram sequestrados e serão mortos. Nada justifica esse tipo de ação.
Nenhum dos lados está certo. Os países não devem tomar partido como torcida. Devem forçar uma igualdade de aplicação das resoluções e leis internacionais. A posição de mediar novamente à paz é o caminho, mas não tão cedo haverá esse objetivo. Haverá sim uma espiral de tragédias. Devemos tentar manter a humanidade e imaginar que um conflito milenar não cessará sem ceifar muitas pessoas. Mas como parar esse ciclo mortal? Essa é a pergunta de ouro, afinal vidas palestinas importam e vidas Israelenses importam.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

