Coronel da ativa se partidariza, fomenta o golpismo, rasga a Constituição e não respeita a soberania popular

Coronel do Exército Alberto Ono Horita, deixe de ser golpista, insubordinado e desrespeitoso. Respeite a Constituição e a decisão soberana do povo

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O nome disso é golpe e falta de cadeia!

País que não se dá o respeito, os maus usam a língua como chicote — governam.

Os oficiais de alta patente, principalmente desta geração, a pior e a mais alienada da história da República, estão sempre insatisfeitos, inconformados e, o pior de tudo, eles são militares insubordinados, o que denota, sem sombra de dúvida, que os generais e coronéis que estão no poder central após 30 anos da redemocratização do País são conspiradores, bem como não aprenderam nada, porque continuam, quixotemente, dentro da esfera da Guerra Fria em pleno 2022 do século XXI, a combater comunistas imaginários e a acusar as esquerdas de corruptas, como sempre fizeram no decorrer da história deste País de alma e espírito escravocrata.

Tais acusações vazias e panfletárias, pois farsescas e desprovidas de provas, tornaram-se há muito tempo uma arma de política, uma ferramenta para fomentar a guerra ideológica, de maneira que a direita e a extrema direita possam combater os políticos de esquerda, trabalhistas e desenvolvimentistas, que, para o bem da verdade, são os principais construtores deste País, a exemplo de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, sendo que todos eles sem exceção pagaram altíssimo preço por liderarem governos de interesse nacional e social, realidades que acarretaram perseguições, prisões, exílios, mortes e golpes de estado por parte da direita, a dona do establishment — do status quo.

Todas essas ações draconianas e antidemocráticas foram praticadas pela direita brasileira, que jamais e em tempo algum se importou com o desenvolvimento social e econômico desta Nação, assim como nunca se importou em fazer do Brasil um País soberano, democrático, igualitário e vocacionado para ser uma liderança mundial, fato raro em sua história, a não ser quando a Presidência da República foi presidida por mandatários conscientes do tamanho e do poder do Brasil em termos de ser um protagonista mundial, realidade que aconteceu com o Lula em seus dois mandatos presidenciais.

Enquanto isso, o coronel do Exército Alberto Ono Horita, que comandou o 20.º Batalhão de Logística Paraquedista, foi adido militar nos Emirados Árabes e atualmente dirige o Colégio Militar de Curitiba, se dedica ao “ócio” do golpismo, talvez porque ele não tem nada para fazer na vida, já que membro de uma Força que não participa de uma guerra de verdade há mais de 150 anos e por isso os militares brasileiros que agem como inúteis fiquem a encher o saco da sociedade civil sempre que podem, porque talvez para os milicos tentar dar golpe de estado ou concluí-lo se tornou um hobby tenebroso e malévolo, mas um hobby.

Os militares, irresponsavelmente e autoritariamente, mesmo a viverem em um Estado Democrático de Direito, negam-se a se subordinar ao poder civil, se recusam a se profissionalizar, a cuidarem de seus afazeres e responsabilidades, conforme determina e apregoa a Constituição, sem deixar qualquer dúvida ao povo brasileiro e às autoridades constituídas.

Contudo, esse coronel, filho da classe média de salários medianos se arvora, inadvertidamente, em propalar o golpe em um golpismo anacrônico e desprovido de realidade dentro do Colégio Militar de Curitiba, o que leva a sociedade a pensar que a bagunça, a falta de vergonha na cara, a baderna, a arruaça e a insubordinação se transformaram na cara e na alma das Forças Armadas, cujos generais permitem, inclusive, correr frouxa a pantomima política e partidária nos quartéis, a exemplo do que faz o coronel golpista.

Assim são também os protestos criminosos em busca de quarteladas bananeiras e de terceiro mundo, porque fragorosamente fora da lei e em frente às unidades de comando do Exército, em inúmeros estados da Federação. Tais fatos são escandalosos e soam como acinte à democracia e à vontade soberana do povo, que elegeu livremente, legalmente e democraticamente o ex-presidente Lula para presidente da República, a não importar se o coronel gosta ou não. A verdade é que a permissividade e a leniência de seus “superiores” hierárquicos se tornaram a tônica desse desgoverno militarista, fascista, ultraliberal, a serviço dos ricos, porque, indubitavelmente, um governo de extrema direita dos ricos, pelos ricos e para os ricos.

O coronel sem noção e desprovido de neurônios saudáveis insulta o Lula com palavras levianas, injustas e criminosas, de tal forma que ele poderia ser sumariamente processado e punido com rigor e nos termos da Lei, se seus “superiores” também não fossem golpistas, além de serem membros do pior e mais incompetente desgoverno da história da República. Uma administração controlada pelos militares e por isso um desgoverno militar, que ficará nas páginas da história como um desgoverno que trouxe de volta a fome, que foi responsável por quase 700 mil mortes.

O desgoverno militar e entreguista que desempregou em massa, que vendou armas como se vendesse pães (armas que pararam nas mãos de milicianos e traficantes), desgoverno que fomentou a discórdia e a divisão na sociedade, que teve os piores números e índices sociais e econômicos dos últimos 30 anos, que barbarizou contra o meio ambiente, a ciência e a cultura, os índios, os quilombolas, os gays, as mulheres e os negros. Enfim, um desgoverno da inflação, do desemprego e das violências policial e miliciana, porque um desgoverno cúmplice e protagonista do desmonte criminoso do estado em todos seus segmentos e setores. O desgoverno que congelou criminosamente o dinheiro da saúde e da educação. Trata-se, na verdade, de um desgoverno que matou. O desgoverno da morte.

O desgoverno do coronel cabeça de vento que desmontou e entregou as estatais, com predileção sádica em esquartejar a Petrobras e fazer dela um instrumento da jogatina mundial, a pagar bilhões e bilhões para os acionistas, a maioria norte-americana, em prejuízo dos interesses do povo brasileiro, que ficou a ver navios. E vem esse coronelzinho mequetrefe e rastaquera, que confunde patriotismo com nacionalismo e acha que marchar como se fosse um boneco de corda e bater continência à bandeira e a cantar o hino significasse amor à Pátria e a luta perene pela defesa de seu território. Durma-se com um barulho desses.

Mas não é nada disso. Tal coronel que confunde alhos com bugalhos faz parte de um desgoverno militar que desmontou criminosamente o estado brasileiro e todos seus órgãos de fiscalização e repressão aos crimes praticados por agentes subversivos aos interesses de preservação e de soberania do Brasil. O chefe e líder que o coronel tanto admira quando fala dele aos seus subordinados no Colégio Militar responde pela alcunha de Bozo, que é isolado mundialmente, porque é e sempre foi tratado como pária pela comunidade internacional. A verdade é que o chefe-mor do coronel Alberto Ono Horita é um subversivo que, na condição de presidente da República, age sistematicamente contra o Estado brasileiro e suas instituições democráticas em favor dos interesses da iniciativa privada, assim como o líder do coronel golpista, o “capitão”, é o exemplo fidedigno de como um presidente pode ser mais perigoso e tóxico do que, por exemplo, os hipotéticos inimigos externos.

Intolerável e também inaceitável a péssima conduta desse milico insubordinado que faz política como se não houvesse amanhã. O regulamento do Exército não permite tal subversão como propósito conspiratório, a Constituição não permite, bem como não se vê militar norte-americano ser autor de palavras golpistas, que se contrapõem à ordem institucional e democrática daquele país do norte das Américas.

Os militares brasileiros amam de paixão os EUA, chega a ser ridículo e prejudicial aos interesses legítimos do Brasil, mas ter como exemplo o republicanismo dos yankees eles não querem, não é? Querem usufruir de possíveis benefícios propiciados por militares estadunidenses em âmbito de relações exteriores, mas se profissionalizarem definitivamente como os milicos gringos se recusam e não desejam, sem sentir nenhuma vergonha, porque se consideram, erroneamente, os tutores da República. A verdade é que está mais do que na hora de os governos eleitos democraticamente, por intermédio do poder civil, fazer as modificações inadiáveis no processo de ensino e ideológico das escolas militares, bem como a doutrina militar tem de observar urgentemente a condição do Brasil de Estado Democrático de Direito.

O último golpe de estado, com o apoio dos militares, principalmente nos bastidores para derrubar a presidente Dilma Rousseff do poder, foi em 2016. E deu no que deu: a destruição dos programas sociais, o desmantelamento do Estado, a divisão por enquanto irreconciliável das famílias e do povo brasileiros, a fome e a miséria, somada à violência que foi naturalizada e encampada pelo Estado, que empoderou as polícias, que passaram a reprimir e a matar mais do que antes, a transformar uma realidade que era violenta em uma epidemia brasileira.

A corrupção no desgoverno militar de Jair Bolsonaro é enorme, bem como ele é um sujeito desqualificado que foi desprezado e rejeitado pelos coronéis e generais do passado, que não toleravam desacato e insubordinação dentro e nos arredores dos quartéis, como se comportam hoje os generais atuais. O coronel conspirador sabe disso, porque ele pode ser insensato, insubordinado, agressivo e de extrema direita, mas burro ele não é, e, certamente, verá no ano que vem a famiglia Bolsonaro e muitos de seus ministros e assessores a responderem por seus crimes e irresponsabilidades. Quem viver verá. Aí veremos que são os ladrões de verdade que venderam e destruíram o País.

O rombo do desgoverno é da monta de R$ 400 bilhões. É o legado do fascista e ultraliberal Jair Bolsonaro, que arrasou o País com a ajuda imprescindível de Paulo Guedes, testa de ferro dos banqueiros nacionais e internacionais. Aí veremos se o coronel dará continuidade à sua cantilena sem sentido, irracional, ilógica e, essencialmente, golpista.

Insultar o Lula de “ladrão” sem provas e sem ele ser, por motivos políticos e ideológicos, agredir sordidamente os ministros do Supremo, assim como servir ao desgoverno no papel de sabujo de presidente pária, vendilhão e traidor da Pátria é o que o coronel tem para dar ao povo brasileiro, que deu um pontapé na bunda do líder de tal coronel, que a partir do ano que vem responderá a inúmeros processos na Justiça, inclusive as rachadinhas e contratação de milicianos para os gabinetes de filhos.

Coronel, deixe de ser golpista, insubordinado e desrespeitoso. Respeite a Constituição e a decisão soberana do povo. O mesmo povo que é também contribuinte e paga seus salários. Procure participar de uma guerra, coronel. Se ocupe. Perdeu, Mané! Não amola! É isso aí.

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