Covas desafia bolsonarismo e abre Municipal para ato de desagravo a Fernanda Montenegro

Alex Sonik, do Jornalistas pela Democracia, destaca que a atriz Fernanda Montenegro não ocupou o palco do Teatro Municipal para representar mais uma personagem, "mas para interpretar a si mesma no momento em que a censura começa a se instalar no país de Bolsonaro e a liberdade de expressão sofre ameaças constantes"

Por Alex Solnilk, do Jornalistas pela Democracia

Na contramão do governador João Dória, que de vez em sempre tem recaídas bolsonaristas, seu ex-vice e atual prefeito de São Paulo, Bruno Covas tem sido firme na preservação dos valores democráticos brasileiros, honrando a memória de seu avô, um dos líderes da luta contra a ditadura de 64.

Mais uma prova disso foi ele ter aberto, ontem, as portas do Teatro Municipal, a mais importante casa de espetáculos da cidade, para uma apresentação inédita de Fernanda Montenegro, recentemente atacada de forma repulsiva por um obscuro bolsonarista de terceiro escalão.

Ela não ocupou o palco para representar mais uma personagem, o que com tanto talento vem fazendo há setenta anos, mas para interpretar a si mesma no momento em que a censura começa a se instalar no país de Bolsonaro e a liberdade de expressão sofre ameaças constantes.

“Nenhum sistema irá nos calar” disse ela, em emocionante discurso para um Municipal superlotado que a aplaudiu de pé.

Há poucos dias, num rápido encontro com Luiz Antônio Medeiros, um dirigente metalúrgico muito importante e influente nos anos 90, hoje no Solidariedade, ele me disse que já definiu apoio a Covas nas eleições do ano que vem e trabalha para que os partidos de esquerda entrem nessa canoa.

“As esquerdas não têm outro nome tão forte quanto o de Covas para derrotar Bolsonaro” afirmou.

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