Coxinhaços começam a definhar por falta de quórum

Quanto mais o PSDB e seus minguados satélites de direita tenta instrumentalizar, com o apoio da mídia tradicional (sempre ela!) legítimas manifestações populares, mais estes diminuem em volume de gente

Quanto mais o PSDB e seus minguados satélites de direita tenta instrumentalizar, com o apoio da mídia tradicional (sempre ela!) legítimas manifestações populares, mais estes diminuem em volume de gente
Quanto mais o PSDB e seus minguados satélites de direita tenta instrumentalizar, com o apoio da mídia tradicional (sempre ela!) legítimas manifestações populares, mais estes diminuem em volume de gente (Foto: Daniel Quoist)
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Mais um domingo de coxinhaços pelo país é uma brilhante constatação: Quanto mais o PSDB e seus minguados satélites de direita tenta instrumentalizar, com o apoio da mídia tradicional (sempre ela!) legítimas manifestações populares, mais estes diminuem em volume de gente, em amplitude de ação política, em importância como forma de pressionar o governo Dilma Rousseff.

O papel da mídia é de um ridículo atroz, trôpego, claudicante, farsesco. Com pesquisa do famigerado Datafolha sendo usada unicamente para robustecer palavras de ordem de ruptura institucional, colocando em seu coração a apologia da flagrante ilegalidade ao centrar baterias na questão do "você deseja ou não o impedimento da presidenta da República, temos então uma mídia calejada em planejar, alimentar, disseminar e finalmente apoiar aventuras golpistas contra o povo é a nação brasileira.

A Rede Globo de Televisão tem se desdobrado em monitorar passo a passo os preparativos para esse dia 12 de abril acionando seus muitos comentaristas para fazer ecoar o discurso de que o gigante acordou, o país não aguenta mais tanta corrupção, e que a única saída plausível é o impeachment de Dilma Rousseff ou então sua renúncia ao cargo para a qual foi eleita há menos de cinco meses com maioria acachapante de 54.000.000 de votos.

Na CBN, principal emissora dos Irmãos Marinho (Globo) o sonolento Carlos Alberto Sardenberg clama para que depois das manifestações desse 12 de abril os líderes oposicionistas "dêem encaminhamento às coisas" como mostram pedidos dos populares nas ruas". As "coisas sendo encaminhadas" se traduziriam assim:

1. O Congresso Nacional receba do PSDB e de outros nanicos partidos de oposição pedido de impeachment de Dilma
2. O Supremo Tribunal Federal seja pressionado - por líderes políticos e pela população a acatar a tese golpista que retiraria a presidenta do Palácio do Planalto, dando assim ares de legitimidade ao que não passa de tacanho golpe paraguaio, exatamente aquele que há poucos anos destituiu Fernando Lugo da presidência do Paraguai.

O despreparo dos tucanos para a democracia torna-se mais evidente a cada dia que passa. O discurso farsesco de Aécio Neves parece não ter limites: quer sempre ir para tudo ou nada, endossa com meias palavras e mal encobertas intenções sua aposta em ruptura institucional com seus gatos pingados nas ruas a cada mês vociferando pelo impeachment de uma presidenta legítima e democraticamente eleita há pouco mais de 100 dias. Desta vez ousou colocar as unhas de fora e postou vídeo nas redes sociais convocando o povo a se aproximar do meio fio e a clamar pela destituição da presidenta da República. Depois mostrou interesse em ele próprio sair às ruas "na qualidade de cidadão livre", mas que iria avaliar se sairia ou não. Resultado da farsa: como o número de manifestantes chegou a menos de 20% do número que foi às ruas em 15 de março o mineiro matreiro alegou que não iria às ruas "por não desejar partidarizar um movimento expontâneo da população. Alguém em sã consciência acreditaria em desculpa tão esfarrapada quanto destituída de nexo?

A oposição mais estridente reúne Aécio Neves, Aloisio Nunes, Ronaldo Caiado, Carlos Imbassahy, Ônix Lorenzoni e Carlos Sampaio - todos histriônicos, todos com aquele ar de empáfia, aquele jeito de quem sabe que está fazendo a coisa errada, mas que precisa ocultar o making off dos erros que, salvar as aparência de um desbotado verniz democrático. Todos percebem que ao insistir nessa toada suicida eles atentam tosca e raivosamente contra o estado de direito, contra a Constituição.

Enquanto os coxinhaços acontecem Dilma Rousseff brilha na Cúpula do Panamá, troca afagos com Barack Obama, festeja Raul Castro, se entretém em animados projetos de internet gratuita com ninguém menos que Mark Zuckerberg, o criador da mais importante rede social do planeta - a onipresente Facebook. Por outro lado, no flanco político, Dilma desarma o lado mau do PMDB, bem representado por Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, ao colocar na articulação política o vice-presidente da República Michel Temer. No flanco do combate à corrupção observamos uma sorridente Dilma a constatar a rápida recuperação das finanças da Petrobras na Bolsa de Valores - os ganhos já chegam à marca dos 30% em bem poucas semanas.

No flanco da regulamentação da mídia golpista e elitista Dilma já deve ter percebido que não precisa mover um dedo sequer para quebrar a coluna cervical da oposição midiática ao seu governo popular: os veículos começam a demitir em massa seus empregados, no Estadão demissões chegam a mais de uma centena; na Folha de S.Paulo de uma tacada 50 funcionários são despachados ao olho da rua; o Grupo Abril que edita a infame revista Veja começa a desocupar andares inteiros de seu vistoso edifício-sede na Marginal Pinheiros em São Paulo e o número de assinantes despensa vertiginosamente. Cereja do bolo: a Globo vê a audiência de seus carros-chefes mirar o chão - o Jornal Nacional e a novela Babilônia e vê que está muito despreparada para enfrentar a ostensiva oposição que a ela se faz nas redes sociais e o avanço de serviços mágicos como aquele oferecido pela Netflix.

Pelo jeito os coxinhaços precisam de muito maior fôlego: trazer mais gente, de preferência incluindo pobres, negros, donas de casa e, se repetir como na vizinha Argentina a uma manifestação a cada semana... até que um dia morrerão por absoluta inanição e completa ausência de bandeiras políticas.

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