Crise capitalista bombeia socialismo

Ensaia-se novo colapso semelhante ao de 2008, que jogou por terra as finanças públicas como motor desenvolvimentista, depois que, em 1929, a economia de mercado, o laisser faire, entrou em bancarrota

Crise capitalista bombeia socialismo
Crise capitalista bombeia socialismo

The Economist, mais importante revista de economia do mundo, debate, como matéria de capa, nessa semana, o retorno do socialismo, como alternativa à crise do capitalismo, antevista pelos especialistas em geral, diante da crise do estado keynesiano, atolado em dívidas, incapazes de continuar puxando demanda global capitalista; ensaia-se novo colapso semelhante ao de 2008, que jogou por terra as finanças públicas como motor desenvolvimentista, depois que, em 1929, a economia de mercado, o laisser faire, entrou em bancarrota.

Em 2008, o sistema não incendiou porque o BC americano, dominando pelos banqueiros, correu para salvá-los; estavam abarrotados de papeis bichados; recolheu-os, rapidamente, por meio de megas expansões monetárias, emissões de papeis novos, para substituir os antigos, que apodreceram; na sequência, ditaram aos devedores, encharcados de moeda podre, terapias ultraneoliberais, tipo essa que Paulo Guedes capitaneia, no Brasil; a palavra de ordem da banca aos devedores foi entregar tudo, como resgate da conta de juros e amortizações; tal estratégia exige, sobretudo, destruição do Estado nacional e retorno à ordem neoliberal, apoiada no padrão ouro, século 19, no laisser faire; o problema é que essa saída deixou, já no final do século 19, de ser funcional, pois levara o capitalismo à crise de 1929.

A proposição dos banqueiros, em 2008, portanto, seria, para a humanidade, voltar ao útero materno; só Freud explicaria.

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