Críticas sem respaldo na realidade são palavras ao vento

Algumas injustiças têm sido cometidas contra o governador Rui Costa, acredito que por falta de conhecimento sobre as transformações promovidas em 14 anos de administrações petistas na Bahia

(Foto: Manu Dias (Governo da Bahia))

Como presidente estadual do PT, além de leitor do Brasil 247, não posso me furtar a comentar recente artigo da professora de História da Universidade Federal da Bahia Patrícia Valim, (“Por quem os sinos dobram na esquerda petista?”, publicado no último dia 13), bem como o texto de autoria do jornalista Gilberto Maringoni (“Com ambiguidades em penca, o PT se enrola no caso Adriano”, de 17 de fevereiro).

Sendo cidadão, militante de esquerda e dirigente partidário nutro verdadeira devoção pelas liberdades de expressão e de imprensa e defendo amplamente o direito à crítica. Vou adiante: muitas vezes aquele que aponta falhas é mais útil do que quem aplaude, pois é no reconhecimento dos nossos erros que renovamos nossa capacidade de acertar. 

Faço tal afirmação com o objetivo de deixar claro que críticas não incomodam. Por outro lado, o que espero, e sei que todos os amantes do debate democrático também o fazem, é que essas críticas tenham como base premissas verdadeiras.

Algumas injustiças têm sido cometidas contra o governador Rui Costa, acredito que por falta de conhecimento sobre as transformações promovidas em 14 anos de administrações petistas na Bahia.

Então, aos fatos.

Em seu artigo, Valim diz que parte significativa da agenda bolsonarista tem sido implantada em nosso estado. E cita “a militarização da educação pública do estado, o fechamento de escolas e a venda de seu terreno em área com o metro quadrado mais caro da cidade, o fechamento de períodos noturnos em vários colégios” como exemplos. Sou obrigado a dizer: há pouca verdade em suas palavras e explicarei ponto a ponto.

Absolutamente, não há nenhum processo de militarização na rede pública da Bahia. Somos um estado que abraça 417 municípios e, para dar conta desse gigantismo, mantemos em funcionamento 1.158 unidades escolares. Destas, apenas 15 funcionam graças a uma parceria entre as secretarias de Educação e Segurança Pública. Ou seja, não há nada parecido com uma agenda dita bolsonarista em curso por aqui.

A professora comete outro deslize ao afirmar que o governo fecha escolas. Se ela tivesse interesse na informação correta saberia que, pelo contrário, o Governo do Estado deu início a um programa de ampliação e requalificação da rede, promovendo um reordenamento que visa principalmente garantir ambientes dignos a alunos, funcionários e professores.

O caso referido por ela diz respeito ao colégio Odorico Tavares, incrustado em um bairro que possui o metro quadrado mais caro da cidade. O equipamento, com capacidade para abrigar 3,5 mil alunos, deixou, ao longo dos anos, de ser procurado pelas famílias, que preferem matricular seus filhos em escolas mais próximas de suas residências por motivos óbvios. Menos de 300 jovens se matricularam no último período letivo.

Sim, o prédio do Odorico será leiloado e com os recursos arrecadados construiremos nove escolas que contarão com salas climatizadas, quadras poliesportivas, piscinas, bibliotecas etc. É muito importante dizer que serão instaladas em bairros próximos do seu público. Os alunos perderão menos tempo se deslocando até o colégio. Todos ganham, só não vê quem não quer. Repito, o Governo do Estado vai levar escolas de primeiro mundo para os bairros carentes da cidade, onde mora a população mais necessitada. Há algo de bolsonarista nisso? Obviamente, não!

É desprovida de sentido a insinuação de que o Governo da Bahia promova o fechamento dos cursos noturnos na rede pública. Na verdade, houve um ajuste administrativo que garantiu maior estabilidade aos estudantes desse horário. No passado, foram criados CNPJs diferentes para cursos noturnos em 11 unidades de ensino. O que o Governo fez foi unificar o CNPJ sem eliminar horários. Hoje em dia, 29% dos estudantes da rede estadual estudam à noite, quase 220 mil jovens!

Tenho orgulho em dizer, como baiano e militante, que o governador Rui Costa comanda um programa modernizador na educação do meu estado. Sessenta novas escolas serão construídas em todo o estado, inclusive em assentamentos e comunidades quilombola, com o mesmo padrão de qualidade das unidades da capital. E cerca de 150 serão totalmente requalificadas. Recentemente, R$ 464 milhões em obras no setor foram licitados.

Também há sérias incorreções nas opiniões emitidas pela professora sobre a aprovação da emenda que altera a Previdência estadual. A proposta baiana traz regras mais flexíveis do que as do governo federal. Pela reforma baiana, o governo irá adotar as idades mínimas para aposentadoria propostas na Emenda Federal, porém irá flexibilizar ainda mais a regra de transição para os servidores que já se encontram em atividade. Isso significa dizer que, na maioria das situações, o servidor poderá se aposentar antes de completar as idades mínimas.

É uma medida necessária, uma vez que o déficit previdenciário do estado supera os R$ 4 bilhões anuais. São recursos volumosos que deixam de ser aplicados na melhoria da qualidade de vida da população..

Infelizmente, o episódio que resultou na morte do miliciano Adriano da Nóbrega tem sido tratado por parte da imprensa com pouco conhecimento técnico sobre as condições em que ocorreu. Em ambos os artigos que citei acima, incluindo o do jornalista Gilberto Maringoni, as distorções são gritantes.

Em benefício da verdade, creio que deve haver mais serenidade até que o caso seja esclarecido, pois as insinuações levianas serão desmascaradas.

O governador Rui Costa tem sido muito feliz em dar continuidade ao projeto iniciado em 2007 pelo governador Jaques Wagner, que inaugurou na Bahia uma era de democracia, respeito e preocupação com a justiça social, após um longo período de retrocesso.

Não é à toa que Rui, eleito duas vezes no primeiro turno, é o governador melhor avaliado do país. Isso não se constrói com discurso vazio, mas com trabalho duro. Sua administração é exemplo de equilíbrio fiscal e eficiência, mesmo com toda a crise que tem castigado o país.

Por que será que o sucesso e os resultados da sua administração incomodam tanto?

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