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Sebastião Costa

Médico pneumologista

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Crônica de um golpe perdido

Os golpistas perderam no Supremo, foram derrotados nas ruas e na Avenida Paulista e a democracia venceu o golpe pelo mesmo placar de Alemanha e Brasil

16/12/2015 - São Paulo - Protesto contra o pedido de impeachment da presidente Dilma.  (Foto: Sebastião Costa)

Era uma vez três mosqueteiros. O primeiro atendia pelo nome de Eduardo 5 Mi Cunha; Aecioporto era o segundo e completando o trio, o discreto Michel Tome Carta. Os três viviam a conspirar com o objetivo escancarado de derrubar a presidenta eleita pelos brasileiros, Dilma Retidão Roussef.

O vice, feito 'mordomo de filme de terror', atuava furtivamente nas sombras dos gabinetes brasilienses; o senador, mais desenvolto, dispensou a mineirice genética, agarrou-se ao seu prestígio midiático e com muita valentia fez tremular na avidez de suas mão o estandarte do golpismo. O deputado, o mais destemido dos mosqueteiros, buscou inspiração paraguaia, sacudiu a lama do pescoço, ultrajou regras, pisoteou leis e no escuro, criou a base que tocaria o golpe.

Bombas, rojões e foguetório no arraial golpista. A alegria invadiu o coração dos Caiados, Bolsonaros e Malafaias(muita gente inteligente nessa péssima companhia); champanhe estourando nos gabinetes imaculados de Zé Agripino, Paulinho da Força, Cássio Cunha Lima. Nas redes sociais, vibração incontida dos leitores da Veja e telespectadores do JN. A tucanada que havia desmontado do cavalo de Cunha, voltou a montar.

A festa não durou uma semana. A liminar do ministro Fachin apagou o foguetório; as decisões do Supremo mandou parar a orquestra e as ruas desferiram o golpe de misericórdia no golpe.

Resumindo: Os golpistas perderam no Supremo, foram derrotados nas ruas e na Avenida Paulista e a democracia venceu o golpe pelo mesmo placar de Alemanha e Brasil.

E foi assim que a alegria festiva dos golpistas de repente virou um imenso velório.

Palmas para a democracia!

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.