Dádivas pulsocristalinas
Um poema de Doris Giesse
Espaços em branco assim puros
São alvos respeitáveis do escuro
Pode este roubar-lhes algum brilho
Caso o faça, será poético, sem riscos
Não se dá tantas honras às sombras
Mas há que se reconhecer serem delas
A ourivesaria dos diamantes mais sofridos
A dor educa e lava as janelas
Refresca todas as fímbrias da memória
Donde se antevê cristalinamente
Porque a poeira sente e mostra tanta luz
Doris Giesse
23/01/2026
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.
