Das mãos às fitas, ciranda ganha uma nova performance entre Recife e Rio Capibaribe

Sem precisar dar as mãos entre as pessoas, roda de ciranda é realizada diferente da tradicional, mantendo a mesma energia

(Foto: Ricardo Labá)
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A cultura popular agora ganha uma nova aderência no seu formato e estilo, na prevenção da covid-19. Evitar o contato de mãos com as mãos é a exigência básica para participar da roda de ciranda. Esse modelo é igual à matemática, a ordem dos fatores não altera o produto. 

É diferente! Em vez de sentir o calor das mãos humanas, tocar nas pontas das fitas ao dançar a ciranda simboliza o tato humano, mantendo essa energia e um laço com a cidade do Recife, o Rio Capibaribe e as pessoas. E, nessa nova linhagem, a apresentação desse novo conceito artístico aconteceu no domingo (11.10), na Rua da Aurora, às 15h, perto do Caranguejo.

O músico Maciel Salú aprova a ideia e defende esse novo conceito. "É diferente da tradicional, mas conseguimos transmitir a mesma energia na roda de ciranda", contou o artista. "Por cauda dessa pandemia, pegamos nas fitas, pois o importante é fazer com o coração, o respeito e a alegria", completou. 

A candidata a vereadora do Recife, Liana Cirne (PT) levou essa ideia para o seu adesivaço, com o fundo musical do veículo Som na Rural. "Cada um pegou em uma ponta da fita. E, nós, dançamos a ciranda com fitas. Elas representaram justamente os laços que precisamos criar e reforçar entre nós: os nossos laços com a cidade, os nosso laços com o Rio Capibaribe, os laços humanos e também transformar os 'nós' em laços de fita", explicou emocionada. 

"A gente tem que ter muita responsabilidade para fazer uma campanha eleitoral, num momento de pandemia. Ao mesmo tempo buscamos conversar e ouvir as pessoas", finalizou a candidata Liana Cirne, que também é professora de direito da UFPE. Presentes no encontro, a candidata a prefeita do Recife, Marília Arraes (PT) e seu vice João Arnaldo (PSOL) também perceberam a elegância das fitas.

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